terça-feira, 19 de junho de 2012

Educação: Valorização da Representatividade Estudantil

Valorização da Representatividade Estudantil 



A escola desempenha um papel marcante na história de vida dos jovens. No cotidiano escolar, uma multiplicidade de experiências é vivida e compartilhada entre os jovens e com professores, diretores e  funcionários.  Exerce  também uma  função  fundamental na  formação individual e social dos jovens, na construção de sua personalidade e identidade.

Como  parte  integrante  e  indissociável  desse  cotidiano  devemos  considerar  os  variados processos de conflitos e cooperação entre os jovens e destes com o mundo adulto. 

Estudantes e a Escola 

Em muitos casos, a frustração que o aluno estabelece com a escola está na não realização de  suas  expectativas  diante  daquilo  que  é  oferecido  pela  instituição,  tanto  no  que  se refere  aos  conteúdos  formais  como na maneira pela qual  suas opiniões  são  recebidas e tratadas pela diretoria, professores e funcionários. 

Sua vontade é ser protagonista, fazer ouvir  sua  voz  e  ter  espaços  para mostrar  e  desenvolver  suas  capacidades.  A  escola  preisa  levar  tais  desejos  e  sentimentos  em  consideração  e  oferecer  ao  aluno  diferentes oportunidades de realização. 

Muitas vezes esses embates significam um choque de interesses e visões. Observa-se, por exemplo,  uma  contradição  entre  o  que  professores  e  membros  da  direção  acham  que deve ser – ou o que é aceito socialmente – e a realidade, ou seja, os interesses dos estudantes e as suas maneiras de ser e se comportar, negando e proibindo, portanto, símbolos específicos dessa fase da vida. Um exemplo comum é a proibição de certos itens e formas de vestimenta típicos da juventude.

Uma das maneiras de enfrentar tais dificuldades é incentivar e valorizar a organização dos estudantes na escola, criando e/ou fortalecendo canais de participação como, por exemplo, grêmios estudantis.

O grêmio estudantil é a organização que representa os interesses dos estudantes na escola, permitindo que os alunos discutam, criem e fortaleçam inúmeras possibilidades de ação, tanto no próprio ambiente escolar como na comunidade. O grêmio é também um importante espaço de aprendizagem, cidadania, convivência, responsabilidade e de luta por direitos. 

Contribui para aumentar a participação dos estudantes nas atividades de sua escola, junto com pais, funcionários, professores, coordenadores e diretores – da programação à construção das regras dentro da escola.


Outro caminho para aproximar os jovens do universo escolar é criar instrumentos que considerem as trajetórias individuais dos alunos no planejamento de projetos pedagógicos  e  atividades  de  ensino-aprendizagem,  elaborando  oficinas  e  debates  sobre temas  de  interesse  dos  próprios  alunos  que  os  estimulem  a  pensar  como  um  grupo digno de ter suas opiniões respeitadas e levadas em consideração


Fonte: Cartilhas Temáticas - Instituto Sou da Paz  http://www.soudapaz.org/Portals/0/Downloads/Cartilha01ESCOLA_VsFINAL.pdf

Educação: Gestão Inovadora: Direção, Equipe Técnica e Funcionários


Gestão Inovadora: Direção, Equipe Técnica e Funcionários

No cotidiano das escolas é comum encontrar o diretor exercendo uma variedade de funções e papéis. Ao mesmo tempo em que é responsável por responder pelas obrigações de ordem administrativa, foca sua atenção nos conflitos existentes no âmbito escolar. 


Mas não cabe apenas ao diretor resolver todos os problemas que acontecem na escola, ser o único responsável por todos os conflitos estabelecidos na relação entre os atores ou apenas delegar para outros. Cabe à direção estar preparada para criar condições que atribuam a todos a corresponsabilidade de forma consciente, partilhada e solidária. 


A direção conta com uma equipe técnica e um corpo de funcionários para tratar de questões administrativas, burocráticas e mesmo de caráter relacional. Nesse ponto há outro problema, pois nem sempre eles estão capacitados para lidar e atender o público, como, por exemplo, os jovens e familiares. 


Os funcionários e a equipe técnica são vistos em muitos casos pela família, estudantes e comunidade como os responsáveis diretos pelo cumprimento das regras e normas. E, por esse motivo, é comum que os conflitos e tensões surjam dessa relação. 


Outro aspecto é a maneira como o diretor exerce sua autoridade na relação com professores, comunidade e estudantes. Em inúmeros relatos constata-se um distanciamento e uma falta de diálogo entre o corpo diretivo, de um lado, e alunos, comunidade e até professores, do outro. 


Para alguns estudantes, a diretoria não somente deixa de reconhecê-los como sujeitos de direitos, mas desrespeita suas representações e desconsidera suas percepções.  


A autoridade da direção só será legítima e respeitada se houver a participação de outros membros na construção da gestão escolar, nas regras e normas, conforme abordamos, incluindo no currículo escolar temas que desenvolvam competências para a vida social.






Estratégias:

• Disposição  do  diretor  para  assumir  um  papel  articulador  dos  diferentes  atores  do  espaço  escolar  (professores,  funcionários,  alunos, familiares e outros atores) de forma a mobilizá-los para a mudança de situações críticas e a construção de projetos coletivos.

• Estabelecer  mecanismos  de  aproximação  e  diálogo  entre  todos  os atores da comunidade escolar.

• Inserir no Projeto Político Pedagógico e Horário de Trabalho dos Professores temas como cultura de paz, prevenção da violência, mediação de conflitos e formas de combater discriminações.

•Oferecer  cursos  de  capacitação  específica  de  funcionários,  direção e  equipe  técnica  para  lidar  com  jovens  e  comunidade  com  foco  na resolução pacífica de conflitos e convivência escolar.

• A direção e a equipe técnica da escola devem criar condições para identificar os alunos com dificuldades de aprendizagem e de sociabilidade e intervir antes que os conflitos se concretizem.

Fonte: Cartilhas Temáticas - Instituto Sou da Paz  http://www.soudapaz.org/Portals/0/Downloads/Cartilha01ESCOLA_VsFINAL.pdf






Educação: Ressignificação do Uso do Espaço Escolar

Ressignificação do Uso do Espaço Escolar

Os atos de vandalismo, como depredações de carteiras e lousas, banheiros sujos e pichações figuram entre os principais problemas relatados pelas escolas, e são uma das causas de maior desperdício de recursos públicos destinados à educação. 


Equipamentos destruídos ou em mal estado no interior e no entorno da unidade escolar − como ponto de ônibus, iluminação e até faixa de pedestre mal conservada ou sem sinalização − afetam a segurança e o bem-estar das pessoas.


Mudanças nos ambientes físicos geram transformações de atitudes e comportamento: as pessoas passam a valorizar e também a cuidar do espaço contribuindo para sua conservação. 


As estratégias para promover a ressignificação do uso do espaço estão calcadas em uma proposta pedagógica que pretende recuperar ou construir entre os participantes da vida escolar o sentimento de pertencimento àquele local e, portanto, maior cuidado e proteção.



Estratégias:


• Realização de obras de infraestrutura e recuperação dos materiais  e  equipamentos  depredados  da  escola  com  participação de  estudantes,  familiares,  moradores  do  bairro,  funcionários  e professores.


• Solicitar aos órgãos públicos responsáveis a reforma dos equipamentos danificados.


• Negociar e propor regras conjuntas para utilização dos equipamentos escolares, como a quadra poliesportiva, entre estudantes na hora do intervalo e moradores no horário extra-aula. 


• Propor atividades entre jovens que valorizem expressões artísticas como grafite, muralismo e pinturas em lugar da pichação.



Fonte: Cartilhas Temáticas - Instituto Sou da Paz  http://www.soudapaz.org/Portals/0/Downloads/Cartilha01ESCOLA_VsFINAL.pdf








Educação: Escola e a Rede de Proteção Social

Escola e a Rede de Proteção Social


A escola não é uma instituição isolada, desconectada do contexto social na qual está inserida. Muitos dos problemas sociais presentes nas comunidades do entorno acabam, direta ou indiretamente, refletindo no cotidiano da vida escolar. Por esse motivo, ela não deve se ausentar de  sua  responsabilidade na  formação de  seus estudantes  também em  aspectos da vida social. Como ela não é capaz, por si só, de dar conta dessa variedade de demandas, deve integrar a rede de proteção social local para dividir responsabilidades e compartilhar formas de resolução de problemas comuns.

Estratégias:


• Mapear possíveis instituições parceiras, como equipamentos de  saúde,  assistência  social e educação, associações de bairro e religiosas, conselho tutelar, Ministério  Público,  ONGs,  Centros  de  Defesa  dos Direitos da Criança e do Adolescente.


• Conhecer  as  atribuições  legais  e  os  trabalhos  desenvolvidos  por  essas  instituições  para  que  a  responsabilidade  de  cada  uma  seja  devidamente  estabelecida e não haja sobreposição de funções.


• Convidar  as  instituições  parceiras  para  participar do planejamento das atividades da escola.


• Participar de reuniões e ações de fóruns locais, municipais e redes sociais





Policia e Guardas nas Escolas

A presença e a atuação das polícias e guardas municipais nas escolas não são um consenso entre a comunidade escolar. Para alguns, é a alternativa mais viável para os problemas de violência. Outros, ao contrário, criticam sua atuação, reconhecendo os limites dos agentes de segurança pública e valorizando a atuação do corpo escolar.  
Apesar  de  ser  uma  questão  delicada,  algumas  estratégias  e  recomendações  podem  ser adotadas  para  a  discussão  da  entrada  ou  não  dos  agentes  de  segurança  pública  no  ambiente escolar. Veja na página seguinte nossas dicas.



Dicas:


• Acionar  a  polícia  apenas  em  casos  de  crime  e  atos  qualificados  no  Código  Penal  (como  extorsão,  roubos,  furtos,  tráfico  de drogas,  porte  de  armas  etc.)  e  não  para  resolver  conflitos  dentro dos muros da escola. A  instituição educacional precisa  criar estratégias  pedagógicas  para  resolver  problemas  como  brigas, agressões e insultos, uma vez que esses conflitos podem ter sido gerados pela ausência de limites mais claros entre os direitos e deveres dos atores da comunidade escolar.


• Aproximar  policiais,  guardas  e  comunidade  escolar  em  discussões sobre temas pertinentes ao ambiente escolar, como cuidados  com  o  espaço,  atividades  de  lazer  e  cultura,  uso  de  drogas, procurando  desenvolver  ações  conjuntas  com  foco  na  prevenção da violência e na promoção da convivência.


• Contar com um policiamento preventivo e comunitário que iniba as violências nos arredores das escolas

Fonte: Cartilhas Temáticas - Instituto Sou da Paz  http://www.soudapaz.org/Portals/0/Downloads/Cartilha01ESCOLA_VsFINAL.pdf



















Educação: Estratégias de Prevenção das Violências nas Escolas


Estratégias de Prevenção das Violências nas Escolas

s  manifestações  de  violência  nas  escolas  diferem  de  uma  instituição  para  outra. As  estratégias  de  prevenção  da  violência  e  de  promoção  de  convivência  pacífica devem,  portanto,  ser  pensadas  para  cada  caso  específico,  de  acordo  com  a  realidade de cada escola. Entretanto, com base em pesquisas feitas em escolas das metrópoles brasileiras que obtiveram êxito em suas propostas, foi possível observar princípios comuns que nortearam as ações.


  1. Apoio e participação de todos os membros da comunidade escolar – direção e equipe técnica, funcionários, estudantes, professores, família e comunidade – na realização  do  diagnóstico  dos  problemas  da  escola,  no  planejamento,  na  execução  e  na avaliação das ações.
  2. Estratégias  baseadas  no  diálogo,  que  levam  em  conta  a  valorização  das  respostas coletivas e a divisão de responsabilidades entre todos os atores escolares. 


Estratégias de Prevenção das Violências nas Escolas Como fazer?

Com base nesses princípios, nas ações dentro e fora do Brasil e na dinâmica da vida escolar, indicamos a seguir temas e estratégias que podem contribuir para promover a convivência pacífica nas escolas. 

Construção Coletiva das Normas e Regras de Convivência Escolar

As  normas  e  regras  são  preceitos  fundamentais  para  o  convívio  social  em  qualquer  instituição  onde  pessoas  com  visões  e  perfis  distintos  se  relacionam.  Elas  tanto  podem  ser positivas  no  estabelecimento  de  uma  convivência  harmoniosa  quanto  desencadeadoras de situações violentas. 

Nas instituições escolares isso não é diferente: respeito aos horários, observância a regras de comportamento em sala de aula e no pátio, uso do espaço físico fora do horário de aula, entre outras, são questões que requerem um conjunto de regulamentos para que haja um melhor  aproveitamento  e  respeito  entre  todos.  

O  papel  desempenhado  pela  instituição escolar, suas normas, regras e esferas de poder influenciam diretamente a convivência e o clima estabelecido em seu ambiente. Ao não envolver representantes dos diferentes segmentos da comunidade escolar na discussão  e  na  concepção  dessas  normas,  elas  se  tornam  frágeis  e  acabam  sendo  descumpridas,  pois muitos  não  entendem  ou  não  veem  sentido  na  sua  existência.  Assim,  a  escola  perde  o  apoio  para  legitimar  e  fazer  valer  os  direitos  individuais  e  coletivos.  

O  vácuo deixado por essa perda gera disputas de poder entre direção e estudantes, professores e estudantes,  estudantes  e  estudantes,  funcionários  e  estudantes  e  até  entre  a  escola  e  os moradores do entorno.Para determinados desvios de conduta, será mesmo necessário utilizar sanções. No entanto, para que elas sejam legítimas, suas regras devem ser claras e transparentes e não devem excluir o diálogo entre as partes envolvidas.

Uma das formas de criar condições para que os representantes de todos os segmentos da comunidade escolar participem e se envolvam na construção de regras de convivência, são os mecanismos de gestão da própria escola como, por exemplo, o Conselho de Escola e a Associação de Pais e Mestres, ou a criação de outros fóruns participativos.




Dicas:


• Realizar as reuniões no espaço e horário mais favoráveis à participação.  


• Envolver e motivar  a participação de  todos os membros da  comunidade escolar  (familiares,  alunos, professores e funcionários),  dando  atenção  àqueles  que  estão  distantes ou indiferentes. 


• Estabelecer  as  diretrizes  da  escola  com  base  na  “economia  normativa”,  ou  seja,  manter  as  regras  que  são realmente indispensáveis, acompanhadas da discussão intensiva das normas com todos os atores relacionados ao ambiente escolar.


•Organizar  os  encontros  não  apenas  para  divulgar  informações,  mas  para  que  sejam  um  espaço  de  discussão  e troca de ideias, saberes e propostas. 


• Criar formas de disseminação dessas regras e normas entre toda a comunidade escolar.


Fonte: Cartilhas Temáticas - Instituto Sou da Paz  http://www.soudapaz.org/Portals/0/Downloads/Cartilha01ESCOLA_VsFINAL.pdf














Educação: Escola e Prevenção da Violência Entre Jovens


Escola e Prevenção da Violência Entre Jovens



escola é um local de sociabilidade e convivência entre diferentes. Em seu espaço, circulam e relacionam-se estudantes, funcionários, professores, membros da direção e moradores dos bairros do entorno, de origens social, econômica, cultural e faixa etária distintas. Na escola, também são construídos e compartilhados identidades, saberes e valores definidores da construção da cidadania e da vida em sociedade.

Como consequência do encontro de diferentes, observa-se o surgimento de antagonismos que, transformados em conflitos, podem ou não assumir formas violentas. E, nesse ponto, o que chama a atenção e preocupa os pesquisadores, autoridades públicas, organizações não governamentais e, principalmente, aqueles que convivem diretamente com esse fenômeno é o alto número de casos de violência ocorridos nas escolas brasileiras, que atingem todas as camadas sociais, sendo os jovens, sobretudo, as principais vítimas e protagonistas.

A  violência nas escolas está  associada  a múltiplos  fatores,  tanto  internos  (sistema de normas e regras, quebra dos pactos de convivência, desrespeito entre funcionários e alunos e vice-versa,  ausência  de  um  ensino mais  qualificado,  carência  de  recursos)  como  externos (agravamento  das  exclusões  sociais,  raciais  e  de  gênero,  perda  de  referencial  entre  os  jovens,  desestruturação  familiar).  

Por  isso,  as  alternativas  à  violência  instaurada  nas  escolas devem  envolver  diversas  estratégias  e  atores  responsáveis,  ainda  mais  porque  cada  instituição  convive  com  questões  e  dilemas  específicos  de  sua  própria  realidade.  Assim,  os caminhos  não  devem  se  apoiar  em  receitas  prontas  ou  em  uma  única  solução  capaz  de resolver todas as demandas.  

De  maneira  geral,  o  entendimento  do  problema  da  violência  nas  escolas  −  e  as  medidas propostas  para  enfrentá-lo  –  costuma  se  circunscrever  aos  casos  de  violência  física  e  delituosa,  como  furtos,  uso  de  drogas  e  porte  de  armas,  sem  considerar  todas  as  outras  dimensões  da  violência  que  acontecem  no  ambiente  escolar  e  têm  relação  direta  com  os casos mais graves. Outras situações, como a criação de normas e regras, as relações sociais estabelecidas entre os atores (aluno-aluno, aluno-professor, professor-professor, professor-direção, professor-família) e destes com o espaço, também interferem no cotidiano escolar e devem ser repensadas.


As respostas aos problemas tendem a se basear em estratégias exclusivamente reativas e repressivas,  como o  fechamento da escola,  a  instalação de  câmeras, detectores de metais e  outros  mecanismos  de  vigilância  e  controle,  além  da  solicitação,  algumas  vezes  desnecessária,  da  presença  policial.  Tais  medidas  raramente  se  mostram  eficazes  para  evitar  a ocorrência de novos delitos e não promovem mudanças na forma como as relações estão estabelecidas  no  espaço  escolar,  gerando  mais  conflitos  violentos  e  chocando-se  com  a concepção da escola: um espaço de todos, da democracia, da diversidade e da integração. 


Na discussão sobre violência nas escolas, é comum buscar um único responsável pelo problema e, portanto, por sua solução: a escola culpa a família, a família diz o mesmo da escola, que por sua vez aciona a polícia ou utiliza recursos repressivos e baseados na exclusão para resolver os conflitos violentos e os casos de indisciplina. Se a violência é um problema tão multifacetado, por que delegar sua solução a uma única instituição? E por que esperar que essa  solução  seja  pautada  somente  no  fortalecimento  do  controle  e  da  fiscalização,  sem considerar a construção de uma cultura e de valores que estimulem a convivência pacífica e democrática na escola? 

O fenômeno de violências nas escolas está associado a múltiplos fatores de ordem interna e externa.



Esta cartilha pretende contribuir para a reflexão sobre a relação entre escola e prevenção da violência entre jovens, acreditando que o espaço escolar é um lugar estratégico e privilegiado para se trabalhar na perspectiva da prevenção da violência. A escola pode ser palco de experiências de prática cidadã com enorme potencial para a formação de lideranças e a construção de formas pacíficas de relação social e de promoção dos direitos.
Para tanto, esta cartilha fornecerá subsídios conceituais e práticos que possam:

  1. abordar os principais conflitos e manifestações de violência existentes nas escolas,
  2. discutir as principais relações estabelecidas entre os diferentes atores escolares (instituição, estudantes, professores, direção e equipe técnica, funcionários, família e comunidade) e as responsabilidades no desenvolvimento de ações de prevenção da violência e convivência pacífica nas escolas,
  3. fazer recomendações e sugerir estratégias e experiências realizadas em comunidades marcadas por altos índices de violência, pautadas na resolução pacífica de conflitos, no diálogo e na participação.
Assim, esperamos que as sugestões e práticas descritas contribuam para gerar ações e projetos de prevenção da violência e promoção da convivência pacífica nas escolas.

Fonte: Cartilhas Temáticas - Instituto Sou da Paz  http://www.soudapaz.org/Portals/0/Downloads/Cartilha01ESCOLA_VsFINAL.pdf

















quinta-feira, 14 de junho de 2012

Educação: Violência na Escola e com a Escola

  Escola Estadual Elizabeth Mineiro: Alunos são assediados por traficantes e professores recebem ameaças de morte Escola é roubada pela 6ª vez Alunos e professores da Escola Estadual Elizabeth Mineiro estão reféns dos bandidos
Joab Barbalho
JARDEL PATRÍCIO ARRUDA
REPORTAGEM LOCAL

A ação de gangues tem assustado os funcionários da Escola Estadual Elizabeth Maria Bastos Mineiro, em
Várzea Grande. Com medo de se tornarem vítimas dos mesmos bandidos que já assaltaram a unidade escolar seis vezes somente neste ano, professores já estão desistindo de lecionar na escola.
Somente na última semana foram dois roubos. O primeiro 0correu durante o feriado de Corpus Christi (6), quando os bandidos levaram alguns computadores. Já o segundo foi na assaltos à escola foram registrados apenas nesta semana .  dessa vez, os criminosos levaram todos os equipamentos eletrônicos da escola. Durante as duas ações dos bandidos, o vigia manteve-se escondido ou trancado dentro de uma sala. Os ladrões chegaram a fazer ameaças de matá-lo caso ousasse interferir no roubo ou chamar a polícia. Contudo, os roubos são apenas um dos motivos de medo. De acordo com José Carlos, coordenador da escola, traficantes e membros de gangues têm invadido a escola, deliberadamente, durante os períodos de aula, não só para vender drogas, mas também para ameaçar alunos e professores. “Eles entram tanto de noite quanto de dia. Uma professora recebeu um bilhete dizendo que a hora dela vai chegar. Já temos professores que desistiram de dar aula no período da noite. Estamos todos com muito medo”.
Para solucionar o problema os 25 computadores foram levados  A Escola Estadual Elizabeth Mineiro está impossibilitada de funcionar administrativamente. A informação é do coordenador José Carlos. Ele explicou que, como os assaltantes levaram todos os 25 computadores da instituição, além das três impressoras, é impossível emitir transferências, atestados, declaração de bolsa-família e outros. Além dos computadores e impressoras, também foram roubadas duas caixas de som, vários grampeadores, e dois datashows.
Até mesmo as câmeras de segurança foram todas levadas. A escola provavelmente será incluída no programa Escola Segura, desenvolvido pela Seduc, Secretaria de Segurança Pública e pela Polícia Militar. A ideia deste programa surgiu devido às várias notícias e denúncias de crime dentro das escolas.  A atuação da PM nestes colégios deverá ocorrer em vários níveis. Desde o pedagógico, através de palestras educativas e desenvolvimento de projetos que envolvam os alunos,  até o preventivo, com a presença ostensiva de policiais. Escola ficou impedida de funcionar administrativamente, o servidor diz que a escola pleiteia, na Secretaria de Estado de Educação (Seduc), a implantação de uma segurança armada. “Não adianta comprar de volta tudo que foi roubado porque eles roubam de novo. Precisamos de segurança”. Eles também pedem o aumento do muro para três metros de altura, instalação de cerca farpada, grades nas janelas e reforço nos portões. Além disso, também foi solicitado à Seduc um novo transformador de energia, pois o atual não suporta que a iluminação completa do pátio seja acesa. “Se acendemos o refletor, tudo desliga”. Uma reunião foi marcada para segunda-feira (11) entre os funcionários da escola e comunidade para decidir se a unidade continuará funcionando sem a implantação dos itens de segurança.  Em decorrência do final de semana, não foi possível entrar em contato com a Seduc.

domingo, 10 de junho de 2012


Congresso de Educação Corporativa e Inovação da Anitec abre inscrições. CONITEC 2012 na Universidade Petrobras .


A Anitec promove nos dias 30 e 31 de julho na Universidade Petrobras o Congresso Nacional de Inovação, Trabalho e Educação Corporativa ( Conitec 2012) .  A parceria entre as duas instituições irá permitir que um evento relevante para o avanço da inovação nas organizações e da  educação corporativa se concretize.  Esse será um momento [...]
Fonte: http://anitec.org.br/

terça-feira, 1 de maio de 2012

Educação: GESTÃO EDUCACIONAL: A VISÃO DO PROFESSOR SOBRE AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO


GESTÃO EDUCACIONAL: A VISÃO DO PROFESSOR SOBRE AVALIAÇÃO NO PROCESSO DE ESCOLARIZAÇÃO
Autora: Elizabeth Da Conceição Silva - Pedagoga, pos-graduanda em Gestão Educação e Mestranda e Ciências da Educação. Especialista em Educação pela SEE/MG.
A tarefa de avaliar é uma atividade pedagógica que faz parte da rotina escolar. A questão de avaliar em particular tem uma relação direta com o professor. Consideramos, entretanto, que o conceito de avaliar seja um processo de trocas de conhecimento, entre professor e o aluno, sendo que o primeiro resvala-se pela ambivalência da insegurança e medo. Normalmente na educação a preocupação principal ao avaliar é de medir ou a de mensurar. Embora muitos pedagogos condenem essa prática, elas ainda estão aí, em nossos sistemas escolares.
Para estudar seus aspectos técnicos e metodológicos, é legitimo tratar a avaliação como uma "medida". Trata-se exatamente de uma operação intelectual que tenta situar um indivíduo em universo de atributos quantitativos ou qualitativos. Por essa razão, ela certamente diz respeito à epistemologia e à metodologia da medida. Isso não deveria nos fazer esquecer que a avaliação é sempre muito mais do que uma medida. É uma representação, construída por alguém, do valor escolar ou intelectual de outro individuo. (PERRENOUD, 1999, p.57).
As escolas por sua vez, buscam alternativas que qualifique o sistema de ensino de forma democrática. Entretanto a partir da globalização as instituições tiveram que enfrentar novos paradigmas, e conseqüentemente busca rompê-los. A gestão educacional formulou-se como paradigma de rompimento com o tradicional, qualificando a escola para ensino de melhor de qualidade, e tornando seus profissionais qualificados. Na verdade podemos compreender que a Gestão Educacional é um conjunto de sistemas em rede que permite uma reflexão, uma análise, e acompanhamento para melhoria da qualidade do ensino da aprendizagem, da gestão financeira, da aplicabilidade de recursos, da manutenção do espaço escolar e da organização do ambiente escolar.
Os professores, se não forem capacitados para tal, tendem a tratar os alunos conforme juízos alheios, que vão fazendo deles apenas indivíduos acabados dentro das salas de aula. O professor hoje, diante do processo avaliativo constrói olhares que o leve a conhecer seus alunos. O papel desse educador dentro da sala de aula é saber avaliar de forma dinâmica. A relação do professor com o educando, constituí-se pela cumplicidade, e pelo respeito às diferenças individuais. Diante da realidade educacional, nesse contexto, avaliar torna-se uma atividade complexa. O professor busca por meio das provas e trabalhos avaliar os resultados.
É convicto dessa realidade, e na tentativa de ampliar os saberes, respectivamente por meio desse artigo, a pesquisa teve o cunho de desvelar como a Gestão Educacional proporciona ao professor uma perspectiva da avaliação no processo de escolarização, no Ensino Fundamental de uma Escola Pública de Ibirité- MG, no ano de 2010. Ao mesmo tempo em que a pesquisa se justifica pela importância de repensar a prática do professor no momento de avaliar e suas implicações na Gestão Educacional. Por meio de uma pesquisa bibliográfica, procurou-se conhecer o que tem sido publicado sobre o assunto. Concordamos com Dalben (2005), que a tarefa de avaliar, à medida que se torna informal, consiste em atividade mental do aluno na (re) construção pedagógica que pode se tornar discriminativa e classificatória.
A avaliação pode ser decorrente de todo processo, a partir do desenvolvimento e principalmente da aprendizagem, como ponto de partida em reconhecer a realidade. Outro aspecto significativo é compreender a realidade do professor no processo avaliativo
Estudos apontam que o professor no momento de avaliar também se auto-avalia, quanto a sua metodologia, a sua organização escolar, enfim, é a sua competência e habilidade que está em jogo pelo contexto de sua prática. Ao avaliar, entram em cena, diálogos desse professor com a realidade dos alunos. Assim reforça Perrenoud:
Os profissionais da escola, professores, orientadores, especialistas em avaliação e psicopedagogos falam habitualmente de saberes, de nações, de técnicas de habilidades, de qualificações, de domínios; às vezes, pensam em competências bem gerais,como o domínio da morfossintaxe do verbo ou das operações aritméticas; outras passam por mais especializadas; domínio da concordância do particípio do passado.(PERRENOUD,1999, p. 44).
O professor, na atual conjuntura da escola contemporânea, apresenta dificuldades para entender as modificações no processo pedagógico e das estratégias para obtenção de resultados dentro do processo de Gestão Educacional. Por sua vez, a importância da dinâmica dos processos avaliativos e das decisões compartilhadas e integradas que promovam o desenvolvimento do aluno. Para Perrenoud (1999) a construção desse processo pressupõe a tentativa do professor, viabilizar e criar possibilidades, a começar pela prática e, a partir daí, reelaborar o seu instrumento avaliativo. Tendo como base obstáculos, que por ele são vencidos no momento de construir esse processo.
2 GESTÃO E AVALIAÇÃO
Contempla a obtenção de resultados. A gestão educacional, no presente, exige papéis definidos Para Nóbrega (S/D), gestão é um conjunto de conhecimentos codificados, através de estratégias de planejamento que atendam as partes interessadas, como a família, a comunidade, o mercado e, principalmente, a qualidade de um ensino aprendizagem que atendam os alunos. É fundamental que as instituições tenham o objetivo focado ao público que deseja atender. Adequação das estruturas organizacionais que atentam para pensamento sistêmico, a comunidade, os grupos de trabalho e a clientela.
A implementação de mudança no universo organizacional, constitui forte resistência, lembra teóricos, Silva, (2007) reforça esse posicionamento, indicando que a melhor forma de conseguir a mudança é deixar bastante claro os custos dolorosos do fracasso.
Avaliar contempla ações, teóricas, metodológicas, didáticas, filosóficas e sociológicas dentro do contexto escolar. Soares (1992) realiza uma reflexão no sentido de elaborar uma idéia da Educação "Compartilhada " concepção teórica freniana a partir da visão do professor quanto avaliação, e contextualizada a partir da prática educativa. O ato de avaliar por sua vez, remete ao professor significados de interação e participação com seus educandos. 
Perrenoud (1999) constrói sua definição numa perspectiva de que avaliar é a progressão de um curso, a seleção, a orientação para diversos tipos de estudos. É a contratação. Avaliar é também privilegiar um modo de estar em aula e no mundo. Para Freitas (2003), a avaliação ocorre em dois planos: o formal e o informal. No plano formal estão as avaliações como provas e trabalhos que conduzem a uma "nota". Já no plano informal temos os "juízos de valor", que são invisíveis e acabam influenciando os resultados das avaliações finais. Esses juízos são construídos pelos professores e alunos nas interações diárias. Já Hernandez (1998), compara a avaliação a um instrumento de medida, que interfere nos resultados escolares de forma qualitativa e quantitativa.
Avaliar então, no dicionário determina a valia ou valor de apreciar, merecimento precioso, reconhecer a força de, a grandeza de ainda realizar reflexão que nos remete a reputar-se; ter-se em conta; julgar como.
Neste trabalho procuraremos compreender as concepções do professor diante das idéias de Gestão Educacional de uma avaliação classificatória e seletiva, descortinar outras propostas que foquem o ato de avaliar como uma ação compartilhada de saberes em sala de aula.

2.1 Significado de avaliar para o Professor
A análise qualitativa é que fornece ao educador os subsídios essenciais ao processo mediador. A pergunta que se deve fazer sobre qualquer tarefa analisada de um estudante é sempre : o que ele demonstra compreender ? Corrigir tarefas e testes so apresenta sentido como ponto de partida no processo avaliativo, não é um procedimento terminal. E é a análise qualitativa que fornecerá subsídios ao professor e alunos para continuidade do processo educativo. (HOFFMANN, 2000, p.41).
A lógica da avaliação não é independente da lógica da escola. Ao contrário, ela é produto de uma escola que, entre outras coisas, separou-se da vida e da prática social. Motivada por necessidades sociais, trouxe a necessidade de se avaliar artificialmente na escola aquilo que não se podia mais praticar e vivenciar. Isso colocou como centro da aprendizagem a aprovação do professor e não na capacidade de intervir na prática social. Aprender para "mostrar ao professor" tomou o lugar do "aprender para intervir na realidade".Conforme esclarece Palamidessi:
En el sistema educativo hace alguns años El término contenido adquiría una clasificación enciclopedista (contenidos como temas, conceptos, detallados por los planes de estudio). 
Pero la escuela no se propones solo enseñar esos conocimientos.
Los contenidos a enseñar comprenden todos los saberes que los alumnos deben alcanzar en cada etapa escolar. Não se trata solo de dar información. (GUINTZ & PALAMIDESSI,1998, p.18).

O fenômeno da avaliação em sala de aula, segundo Freitas (2003), tem pelo menos três componentes. O primeiro é o aspecto "Instrucional" ? o lado mais conhecido da avaliação, pelo qual se avalia. O domínio de habilidades e conteúdos em provas, chamadas, trabalhos, etc. O segundo componente é o "comportamento" ? o professor deve levar em conta o comportamento do aluno em sala de aula. Este é um poderoso instrumento de controle do ambiente escolar, já que permite ao professor exigir do aluno obediência de regras. O poder dessa exigência está ligado ao fato de que o professor tem a possibilidade de aprovar ou reprovar a partir de elementos comportamentais. O terceiro aspecto da avaliação é os "valores e atitudes" ? compartilhados em sala de aula e que consiste em expor o aluno a reprimendas verbais, físicas, comentários críticos e até humilhação perante a classe.
Hernandez (1998) alimenta a idéia de que o educador não deve ficar preso só às provas formais. Há outros recursos para se avaliar que possuem caráter mais formativo e mais participativo. Através da avaliação formativa, argumenta este autor, o professor pode analisar os resultados de sua turma para ver onde estão concentrados os erros. Isso permite ao educador identificar problemas na sua prática e, até mesmo, questões mal formuladas. Com base nesses resultados o professor realiza uma análise estatística que permite conhecer melhor o processo de aprendizado de seu aluno.
Através da intencionalidade o professor constrói os significados da avaliação no seu cotidiano em sala de aula. A construção de uma ação dialógica permite a cumplicidade com o educando de forma participativa, estabelecendo e sinalizando a mediação. Através dessa ação é possível determinar e constituir mudanças no aluno. Para Soraes (1992, p.26), essa ação "começa com os objetivos traçados pelo programa educacional, julgada a partir de critérios internos externos do sujeito. É, consequemente, apoiados por múltiplos critérios, considerados principalmente a assimilação e a aplicação em situações variadas".
Cabe ressaltar que, diante desse processo, o professor é ainda aquele que auxilia o educando a organizar seu conhecimento em torno de suas idéias, a "metacognição", é um instrumento que permite a compreensão pelo professor de como ocorre o processo de aprendizagem do aluno. Conforme esclarece Davis e Nunes:
A metacognição é uma atividade mental por meio da qual outros processos mentais se tornam alvo de reflexão! Refere-se ao conhecimento que se tem sobre os próprios processos cognitivos, e produtos ou qualquer coisa relacionada a eles, isto é, o aprendizado das propriedades relevantes da informação de dados. (DAVIS, NUNES & NUNES, 2005, p.211).
A produção do conhecimento depende da interação com outras mentes, viabilizada pela mediação entre o professor e o aluno, através da interpretação dos sistemas simbólicos. Para Vasconcellos (2005), o professor, ao avaliar, deve ter como foco ações que entendam a metodologia de seu trabalho, possibilitando construir e interpretar mediações como instrumento de sua prática a partir de uma ótica criativa.
2.2. A Relação do Professor com avaliação

A sistemática de avaliação deve ser decorrente de todo o processo relativo ao ensino e a aprendizagem. A construção desse processo pressupõe uma tentativa de o educador viabilizar possibilidades de reflexão da sua prática educativa, como uma ação que possa transformar a realidade do aluno partindo de sua visão de mundo. Nesse sentido o professor deve permitir-se criar novos caminhos no processo de escolarização.
No contexto contemporâneo da educação, a avaliação deve estar interligada ao desenvolvimento de competências. Para Perrenoud (1999), desenvolver competências significa mobilizar os recursos cognitivos do aluno, para que este possa enfrentar as diversidades de situações cotidianas.
Pedagogicamente, o professor deve considerar que ao avaliar, se avalia quanto à sua metodologia, à sua organização, à sua didática, etc. O ato de avaliar pode configurar-se num diálogo do professor com sua própria realidade.
Não posso ser professor, sem me pôr diante dos alunos, sem revelar com facilidade ou relevância minha maneira de ser, de pensar politicamente, e por outro lado o aluno respondendo que não sei, mas posso vir, a saber, isso me dá autoridade de quem conhece me dá a alegria de, assumindo minha ignorância, não ter mentido. Todavia, ainda complementa que o professor não pode nunca passar despercebido pelos alunos, não de forma desajustada, mas sim, contextualizada (FREIRE, 2004, p.26)
Para Dalben (2005) a mudança do professor encontra-se atrelada ao seu fortalecimento pedagógico. A única ferramenta que o professor dispõe é a sua formação pedagógica, e é a partir dela recaem seus múltiplos olhares sobre a educação.
A relação do professor com a avaliação está diretamente ligada à relação do professor com o aluno: É na relação com o aluno que o professor afirma sua autonomia, com perspectiva de contextualizar o pedagógico. (Nuernberg, 2002, p.231). Essa relação é mediada pela linguagem.
Para Vygotsky as linguagens são símbolos e signos que interpretam códigos que estão interligados à rede de produção do conhecimento e dos saberes. O pensamento (consciente e inconsciente) retém o significado e sendo responsável para colocar o discurso do sujeito em prática, e, de certa forma em desvelar o desconhecido para o aluno, esses traduzem significado de cultura.
Na relação do professor com a avaliação, ensinar e aprender podem representar ações distintas. Isso ocorre quando o professor se posiciona no sentido de resistir e de não de demarcar seu espaço escolar, principalmente quando não reconhece a historicidade e o lugar cultural dos alunos em sala de aula.

Los científicos sociales consideran a la cultura es conjunto de pautas, procedimentos, usos y saberes transmitidos. La cultura es un conjunto de experiencias objetivadas, compartidas y transmitidas. La cultura hace posible la vida e intercâmbios que se producen en los coletivos humanos. Es transmitida, compartida y aprendida. La cultura es producto de relación social y se aprende participando de las comunicaciones de un grupo. Nos comunicamos con otros en función de algo que tenemos em común. (GUIRTZ & PALAMIDESSI, 1998, p.18)

2.3. O papel do Professor diante da avaliação

Na dinâmica escolar espera-se que o professor seja capaz de criar possibilidades para o aluno desvelar seu conhecimento, promovendo o desenvolvimento cognitivo, com a responsabilidade de construir sujeitos críticos, com representatividade e pertencimento perante a educação. Também é esperado que ele considere em sua prática descubra, caminhos que fortaleçam a aprendizagem, nas condições sustentáveis da interação e da socialização. Com sensibilidade para reconhecer a importância do afetivo e da motivação no momento de avaliar.
(...) o exercício ou a educação do bom senso vai superando o que há nele instintivo na avaliação que fazemos dos fatos e dos acontecimentos em que nos envolvemos. Se o bom senso na avaliação moral que faço de algo. (...) Ao pensar sobre o dever que tenho, como professor, de respeitar a dignidade do educando, sua autonomia, sua identidade em processo, devo pensar também, como já salientei, em como ter uma prática educativa (...)(FREIRE, 1996, p64-65)
É democrático considerar que o profissional da educação deve ser elemento facilitador do desenvolvimento cognitivo, tendo como princípio o desencadeamento de valores, como a moral, e os limites e da reflexão e, a partir daí, ser preceptivo quanto aos obstáculos que pressupostamente detém a aprendizagem do educando.
O professor, na complexidade do seu cotidiano, produz um viés ao pensamento assistido pela teoria quando conduz sua prática na perspectiva da teorização das diferenças em sala de aula. Sujeitos diferentes, advindos de culturas diferentes, vivendo de forma diferente, histórico de vida diferente, motivação constituída de forma diferente e advindo de instituições diferentes. É democrático como profissional da educação facilitar o desenvolvimento do aluno. Assim, paulatinamente, ao envolver-se com o aluno, o professor fomento, de forma sensibilizada, a compreensão do aluno.
Num sentido prático Nuernberg (2002), destaca que o professor institucionalizado é detentor do poder ao portar-se como reprodutor do saber/verdade. Foucault (1997) cria a idéia da transformação desse jogo para o exercício da liberdade. Segundo Foucault, o professor autodesafiador possibilita fugir das garras da categoria, e autoconstitue-se para sua própria autonomia. Daí a importância do professor rever o papel e a identidade que delimitam seus espaços no contexto escolar.
Sant?ana (2003), salienta ser o professor ao construir a sua identidade, apropria-se de elementos como gênero, religião, sexualidade, idade, classe social, etc. Isso implica num autoquestionamento constante ao identificar-se como um ser complexo, problematizado, produtor e reprodutor de saberes. Para Silva (2002) a interrogação é ela própria um meio de tornar-se mestre e senhor de algo ou, em outro contexto, todo domínio de sí mesmo envolve interpretação.
A avaliação a partir desse princípio é colocada sob um perfil mais didático do que metodológico. Ao final do seu processo avaliativo o professor analisa se os objetivos colocados em planejamento foram alcançados; em caso negativo ele deve criar novas sistematizações para orientar seus alunos em trabalhos e estudos paralelos, sempre que necessários. 
Uma das funções do professor é construir e reconstruir seus educandos sob uma perspectiva de sensibilização para responsabilidade, pela via do planejamento de suas ações e do desenvolvimento de uma estratégia de avaliação adequada. Todavia suas práticas devem ser mediadas, de forma a expressar o cotidiano da aula e a regulação do processo ensino-aprendizagem, que, de acordo com Ballester; et al (2003, p.61), envolvem:
Elaborar mecanismos de controle das atividades de forma a visualizar o desenvolvimento cognitivo individualizado (nível de motivação, etc.).
A construção de um planejamento que possibilite aos educandos, a superação dos créditos por etapa;
A cada etapa informar o aluno o seu desenvolvimento ( de forma a criar vínculo de interação e autonomia);
Informar a família e dar os encaminhamentos necessários;
Articular com os demais colegas professores, sobre o desempenho desses alunos.
Os problemas enfrentados pelos professores em sala de aula envolvem também mudanças de valores e relações sociais, impostas pela sociedade. Freire (2004) ressalta que o professor constrói a respeitabilidade, a dignidade e a autonomia do seu educando. Ao avaliar o professor desvela sua prática a partir das necessidades desse educando. Nesse sentido, Afonso (2005), diz que:
Uma sociologia da avaliação deve abranger toda a variedade de atividades avaliativas no contexto do sistema educativo, desde os julgamentos que os professores fazem sobre cada aluno na sala de aula, até os vários e mais formais modos de julgar o progresso dos alunos na escola como um todo, que possibilitam a responsabilização do professor, da escola, das autoridades locais, e, em última instância, de todas as formas de provisão de educação a nível nacional (...). (AFONSO, 2005, p.16)
É fundamental que o professor entenda a dimensão do social na avaliação, para entender e dar significado aos processos de modificações da escola. O professor que deseja realmente modificar o significado de avaliar tem que entender os aspectos sociais e pedagógicos do processo e, sobretudo, construir e reelaborar as modificações na concepção do seu trabalho.
Aos professores cabem as construções intelectuais, que alavanca o conhecimento do aluno através da sua realidade, da cultura e das múltiplas dimensões que possibilitem transformação do outro pela via da mediação.
Na nova concepção de avaliação, o papel do professor tem como característica a arte de mediar com o sujeito a percepção, das diferenças encontradas em sala de aula. O conhecimento é construído do pressuposto do dialogo, a partir da compreensão das adversidades e diversidades culturais. Da necessidade da flexibilização do professor advém a problematização do avaliar.
Ao avaliar o professor deve exercer o seu papel de forma ética, dando sentido à transformação do sujeito negativo, do ponto de vista institucional, num sujeito positivo, capaz de realizar autocrítica ante as suas próprias deficiências.

2.4 O Professor no Momento de Avaliar: quantidade x qualidade.

"Programados para aprender e impossibilitados de viver sem a referência de um amanhã, onde quer que haja mulheres e homens há sempre o que fazer, há sempre o que ensinar, há sempre o que aprender". (FREIRE 2004, p.84).

O professor muitas vezes não leva em consideração os aspectos qualitativos no momento de avaliar, pautando-se apenas pela análise quantitativa. A qualidade contempla dimensões significativas do processo de avaliação, que não podem ser determinados pela análise quantitativa. A avaliação quantitativa tem por base a "educação bancária", tão questionada por Paulo Freire, que impossibilita o crescimento pedagógico, por seus recursos didáticos empobrecidos.
O desafio de avaliar no sentido do crescimento e do desenvolvimento do estudante é extremamente complexo. Para isso, é necessário que o professor consiga desvincular-se das notas e provas para levar o aluno ao conhecimento que transforma que lhe dê autonomia e controle sobre sua vida. Nesse contexto, a avaliação deve deixar de ser punitiva e classificatória, para tornar-se mediadora das relações entres os sujeitos.
Hernandez (1998) revela que os projetos constituem uma boa opção para se avaliar com qualidade. Os projetos permitem que os professores avaliem seus alunos de forma diferenciada. Além disso, eles ajudam a promover o desenvolvimento cognitivo do aluno por meio da pesquisa.
Ao longo do processo seguido pelo professorado durante os anos em que se introduziu a inovação dos projetos e a reflexão sobre o currículo, foi freqüente vincular a formação e a revisão com pesquisas educativas que traziam representações novas do problema estudado e um conhecimento mais amplo sobre ele. (HERNANDEZ, 1998, p87)
Demo (1996) propõe que avaliar com qualidade é considerar a avaliação a partir da prática da aula; através de técnicas como o seminário e o trabalho em equipe. "O seminário possibilita o questionamento reconstrutivo e coletivo". A organização e disciplina em nome da produtividade. A pesquisa e elaboração própria como condição de participação. (Demo, 1996, p.101).
Enfim, avaliar com qualidade significa trabalhar com instrumentos culturais e ações formadas a partir da didática e da observação da cultura do aluno. É um processo de sociabilização das atividades individuais tomando por base a realidade do aluno, que envolve métodos e técnicas diferenciadas, aplicadas com profissionalismo e responsabilidade.

3 As possibilidades do desenvolvimento da educação através Estratégias

Segundo Silva (2007) toda instituição possui uma estratégia explicita ou implícita, o que Porter (1985), denomina de ações internas e externas. . Essa estratégia pode ser explicita, quando elaborado o planejamento, ou desenvolvida implicitamente, por cada departamento. Porém, analisa o autor, raramente a soma das estratégias equivale à melhor estratégia para a instituição. Para Porter (1986), a estratégia competitiva é a combinação dos fins (metas), e meios (políticas) pelas quais busca-se alcançar os propósitos, metas e objetivos institucionais.
As Estratégias de Gestão, dentro do sistema educacional tornou-se importante ferramenta para gerenciar e avaliar as incertezas da globalização. Para Pessoa (S/D), no entanto, são abordagens que definem a política da instituição, a partir de instrumentos como Projeto Político Pedagógico da escola forma-se a visão de futuro constrói-se as Metas , as Estratégias que caracterizam as variáveis favoráveis e críticas dos resultados. A partir daí inicia-se o desenvolvimento do Plano de Ação que contempla o tempo para efetivação das metas e, para alcance do resultado esperado.
No entanto, torna-se necessário verificar a intencionalidade do planejar, analisá-lo objetivamente, ampliar de forma operacional seu programa de ação, levando em consideração os aspectos organizacionais. Segundo Nicolau (2001), estratégia tem um conceito multidimensional e situacional que dificulta uma definição conceitual. 

4 A Compreensão da Realidade da Instituição

As defesas da forças competitivas, podem ser elaboradas a partir do Projeto-Politico-Pedagógico, do Plano de Desenvolvimento Educacional e do Projeto PEAS, esse último desenvolvido em conjunto com a Secretaria da Educação de Minas Gerais. A escola ainda trabalha intervenção pedagógica com aulas de reforço de música, o atendimento individualizado aos pais, acompanhamento escolar que influenciam no equilíbrio das forças. Antecipar mudanças são fatores básicos das forças que provocam a esperança de explorar as mudanças, afirma Porter (1979).
O objetivo estratégico da instituição é encontrar uma posição em que possa melhor se defender contra forças competitivas e/ou influenciá-las a seu favor, no setor onde se situa, afirma o autor.
Para Porter (1979), o conhecimento dessas fontes básicas de pressão competitiva propicia a concepção de uma agenda estratégica de ação. Estas fontes básicas de pressão acentuam os esforços críticos a partir dos pontos fracos da instituição, neste caso, aqui são os espaços inadequados para inclusão social, professores desqualificadas, atendimento ao público deficitário, alta rotatividade de professores, espaço escolar pequeno, falta de ferramentas didáticas e o excesso de aluno nas turmas, dão vida ao posicionamento da instituição no setor.

5 METODOLOGIA

Este trabalho foi fundamentado numa metodologia de investigação, eminentemente qualitativa. A investigação qualitativa consiste num processo de diálogo entre os sujeitos pesquisados, protagonista da pesquisa em ação investigativa, onde busca interpretar as informações e dados. (MAZZOTTI et. al, 1999). Esse tipo de pesquisa emprega técnicas de coleta de dados mais flexíveis, uma vez que o objetivo da investigação ajuda a focalizar quais são os dados mais relevantes. (Charoux, 2004).
Na primeira fase desta pesquisa, realizamos uma pesquisa exploratória, com contornos investigativos de forma a planejar e buscar elementos bibliográficos, para dar sustentação ao trabalho. Segundo Mazzotti (1999), essa fase exploratória, deve fazer parte de toda pesquisa investigativa de caráter qualitativo. Em seguida, realizamos leituras e fichamentos dos textos, selecionados na primeira fase, com a preocupação de interpretar, criticar e organizar, visando a construção do referencial teórico da pesquisa.
Numa terceira fase, construímos um questionário (ANEXO A), com o objetivo de identificar as ferramentas utilizadas pelo professor ao avaliar. Segundo Charoux (1999), na pesquisa exploratória e qualitativa, os dados se dividem em primário e secundário. Os dados primários são aqueles extraídos diretamente da realidade do sujeito investigado, ou seja, não há registros em documentos desses dados. Ainda segundo esse autor, os questionários são adequados para obtenção de dados primários para pesquisa qualitativa.
Mazzotti (1999) considera que:
[...] a abordagem qualitativa procura captar os significados atribuídos aos eventos pelos participantes, torna-se necessário verificar as interpretações do pesquisador fazem sentido para aqueles que forneceram os dados nas quais as interpretações se baseiam. Embora verificações parciais sejam feitas ao longo de toda pesquisa, esta é feita de modo mais completo e formal no final, apresentando-se aos participantes os resultados e conclusões, bem como outros aspectos do relatório julgados relevantes e pedindo-lhes que os avaliem quanto à precisão e relevância. Isto pode ser feito sob a forma escrita, oral ou visual. ( dependendo das características dos sujeitos). Com base nas reações obtidas, é então elaborado o relatório final que será divulgado entre os interessados ( MAZZOTTI et. al . 1999, p.172)
O nosso instrumento de investigação objetivou descortinar a visão do professor no momento de avaliar, suas interações, suas dificuldades em sala de aula. Os resultados serão apresentados em outra seção do trabalho. 

6 CONSIDERAÇOES FINAIS

Esta pesquisa teve por objetivo investigar o processo avaliativo utilizados pelos professores de uma escola pública estadual da cidade de Ibirité, MG. Os resultados nos mostram que nessa escola, em particular, há uma preocupação recente com o processo avaliativo, que vem promovendo mudanças na prática dos professores.
As necessidades de mudanças estratégicas ficam claras e, podem oferecer maiores vantagens e acentuam os lugares onde as tendências do setor prometem ser da maior importância e, todavia diante das necessidades da instituição.
Como oportunidade, seja como ameaça, quando foi tratado da dependência financeira da gestão pública, de forma generalizada, podem reduzir os recursos.
Para enfrentar o ambiente competitivo é necessário conhecê-lo fazendo evoluir, daí a necessidade da Estratégia Educacional, nas instituições. Entender essas fontes de pressão competitiva passa a ser também importante quando são consideradas as áreas para diversificação
Cabe ressaltar, que consideramos válidas todas as respostas dadas pelos professores foram coletadas por meio de um questionário, mesmo sabendo que algumas delas podem não representar aquilo que o professor realmente pensa. Mesmo assim, a coerência do conjunto de respostas, associada às observações feitas durante a fase de coleta dos dados, nos leva a crer que os dados obtidos são válidos para a construção da análise apresentada.
Para que a tarefa de avaliar passe de ato mecanizado para recurso didático, ainda há um logo caminho a percorrer. Esse caminho envolve ações a serem desempenhadas pela gestão educacional e, principalmente, pelas ações que devem ser desencadeadas pelos professores, no sentido de uma mudança mais profunda sobre as concepções vigentes. É preciso reconhecer que o processo avaliativo está conectada as metas e estratégias formadas a partir de objetivos claros, norteados por aquilo que se quer alcançar. Não dá para pensar em qualidade da educação sem pensar na dualidade ensino aprendizagem a partir de estratégias que dão qualidade as avaliações.
O estudo realizado mostra que qualidade educacional não é algo que se atinge de forma acelerada, mas através da demanda, adquirida pelo processo de construção coletiva, envolvendo professores, alunos e gestores, que demando tempo, envolvimento e reflexão.
Os resultados apontam claramente, que a gestão da escola, a equipe pedagógica, e o projeto político pedagógico demarcam um importante espaço de poder, que pode ser utilizado em favor da construção de um projeto de avaliação. O trabalho pedagógico deve ter a preocupação de instruir, capacitar e reeducar os profissionais da escola, para entender as necessidades avaliativas do aluno como um sujeito sócio-cultural.
Conhecer o aluno é fundamental num processo avaliativo. Autores como Paulo Freire, Vera Placo, Maristela Sarmento, Edgar Morin e Jussara Hoffamann, reforçam essa visão, ao defenderem que o reconhecimento do "outro", num sentimento pleno de fazer esse outro se auto-constituir, desperta neste a grata sensação de pertencimento. No contexto escolar isso significa reconhecer que o aluno não é mais uma folha de papel em branco onde se deposita todo o conhecimento, mas sim um sujeito que traz consigo uma historicidade e uma cultura que devem consideradas na construção do saber escolar.
O trabalho avaliativo, numa perspectiva interdisciplinar, representa a formação para a solidariedade, para a cooperatividade e para a integração dos diversos sujeitos envolvida no processo de escolarização. Para Morin (2003), as redes possibilitam a formação de um conjunto de saberes que não são atingidos na individualidade. Na organização do trabalho em conjunto é preciso que a escola crie espaços de discussões para esses sujeitos possam socializar suas necessidades, suas intenções, seus medos e seus anseios.
A avaliação da própria prática é uma forma de refletir sobre a avaliação. A construção do processo avaliativo deve se apoiar nos objetivos educacionais, compilados nos desejos humanísticos e na determinação dos propósitos a serem alcançados. As teorias são concebidas como um conjunto de hipóteses organizadas como elementos facilitadores para compreensão da realidade. Apoiar-se nessas teorias não significa romper com a prática, mas sim uma forma de torná-la mais eficaz.
Assim sendo, aos professores da escola fica a preocupação do professor aqui demonstrada é de compreender o movimento da avaliação, em uma postura de compreender a trajetória do processo avaliativo, na vida do educando e a preocupação social que por ventura possa ocasionar. 
As necessidades de mudanças estratégicas ficam claras e, podem oferecer maiores vantagens e acentuam os lugares onde as tendências do setor prometem ser da maior importância.
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Para enfrentar o ambiente competitivo é necessários conhecer o que os faz evoluir, daí a necessidade as estratégias nas instituições. Entender essas fontes de pressão competitiva passa a ser também importante quando são consideradas as áreas para diversificação.
Concluindo, podemos dizer que esta pesquisa nos possibilitou reforçar a idéia de que a tarefa de avaliar desempenha um papel, no processo de estratégias educacionais, para muito além do medir e quantificar. Nas questões analisadas verificamos que os professores estão construindo formas diversificas de avaliar. Porém, valores e concepções tradicionais ainda aparecem com freqüência nessa prática. A escola que analisamos está empenhada e comprometida com o processo avaliativo e isso traz conseqüências diretas na ação do professor. Acreditamos que iniciativas que envolvam os diversos sujeito do processo educacional numa discussão ampla e aberto sobre as possibilidades, os objetivos e as formas de avaliar, possam trazer melhorias significativas no aprendizado de nossos alunos.

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Educação: CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO NO BRASIL - 25 A 27 DE JUNHO DE 2012 NA BAHIA


CIDEB 2012 (Congresso Internacional de Educação no Brasil - 25 a 27 de junho de 2012 na Bahia)


OBJETIVOS

Missão: realizar uma grande troca de conhecimentos entre os educadores, promovendo a capacitação e a qualificação profissional dos envolvidos, além do intercâmbio internacional de culturas.
Visão: ser referência como o maior congresso de educação na América Latina, contribuindo diretamente no processo de desenvolvimento da educação no Brasil.
Valores: educação, ética, comprometimento, qualidade, competência e sustentabilidade.
Justificativa: O CIDEB 2012 visa promover o desenvolvimento interpessoal e profissional em todas as áreas, fundamentados nos mais elevados padrões éticos e de qualidade, objetivando sempre a satisfação através de propostas que atendam às necessidades de trabalho, dos novos rumos e eixos científicos, tecnológicos, econômicos, humanos, sociais e culturais da coletividade; e não simplesmente responder a desejos específicos. Além das características que conferem a esse evento um valor acadêmico, no âmbito total da capacitação, a aproximação de inúmeras e variadas instituições, compromissadas com as políticas públicas da educação, atendem a uma exigência natural da nossa sociedade, reunindo pesquisadores, professores e estudantes em torno da qualificação dos educadores e a fundamentação da importância da tecnologia educacional.
Objetivos gerais: Contribuir para a constante melhoria da educação; promover o desenvolvimento humano em todas as dimensões do conhecimento pela educação continuada no Brasil; capacitar professores e educadores, além da promover troca de conhecimentos em áreas multidisciplinares; reunir os maiores especialistas em educação, promovendo um debate em torno de temas polêmicos que fazem parte do cotidiano nas instituições de ensino; integrar as escolas das redes públicas, privadas e demais instituições, com a busca continuada de novas soluções para a educação, transformação e motivação dos docentes, para que no decorrer de sua vida profissional, seja vinculado a uma educação de qualidade, estímulo, melhores condições de trabalho e comprometimento com a inclusão social.
Objetivos específicos: Aplicar de forma prática todos os temas abordados no congresso; abordar o tema educação e tecnologia em todos os seus âmbitos; discutir políticas públicas e práticas educativas na contemporaneidade; divulgar pesquisas realizadas no país, nas referidas áreas do conhecimento; capacitar e qualificar todos os profissionais de educação envolvidos no congresso.
Fonte: http://cideb.com.br/index.php/noticias/99-programacao-cideb-2012. Acesso em 01/05/2012.