quinta-feira, 26 de abril de 2012

EDUCAÇÃO: PROJETO “O CIDADÃO E O MEIO AMBIENTE


Seduc divulga lista de projetos educativos contemplados pelo Edital 010/2011
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc), por meio da coordenadoria de Projetos Educativos divulga a lista dos 217 projetos pedagógicos escolares selecionados pelo Edital nº 010/2011/GS/Seduc-MT, publicado no D.O. de 22.11.2011.  Os projetos selecionados nessa etapa contemplam as diversas áreas do conhecimento e foram escolhidos após avaliação da Comissão de Análise e Acompanhamento.
PROJETOS SELECIONADOS PELO EDITAL  Nº 010/2011, publicado no site abaixo.


IMPORTANTE: Por questões de ética e direitos de autoria, pedimos que ao fazer utilização deste trabalho para outros fins senão a leitura do mesmo, por gentileza o referencie devidamente e/ou entre em contato com seu autor. Obrigado. 

TÍTULO DO PROJETO: “O CIDADÃO E O MEIO AMBIENTE”
ESCOLA ESTADUAL ELIZABETH MARIA BASTOS MINEIRO
R. 15, s/nº - CEP: 78.140-000
Bairro São Matheus – Várzea Grande – MT
Telefone: 3694-5300
E-mail institucional: vzg.ee.elizabethm.bm@seduc.mt.gov.br
Várzea Grande-MT
2012

Palavras chave
Escola, inclusão social, cidadania, bullying, drogas, violência, comunidade, meio ambiente, interdisciplinaridade.


1. Introdução
Este projeto ambiental com caráter interdisciplinar onde será trabalhado em conjunto a outros subtemas, mas com o foco voltado para a inclusão social e cidadania, a falta de água, esgoto e saneamento, lixo urbano e desemprego entre outros são problemas causadores do caos social, a urbanização é crescente, mas, não se pode perder o foco, isto é, crescer sem prejudicar a natureza, tem sido um dos maiores desafios existentes no Brasil.
A ação educacional interdisciplinar visa contribuir nesta comunidade, com um trabalho consciente do processo de construção das estruturas sociais (Raynaut,2002), necessariamente integrará a ação do trabalho nas atividades cotidianas das famílias.
A educação na prática conduz a educação integradora que levará ao entendimento do trabalho como melhor forma de interagir como indivíduo e como membro de uma comunidade. Desta forma a educação prepara para a vida através do contato direto.
A inclusão social de uma forma ampla valoriza o individuo através das práticas sociais cuja finalidade está, entre outras coisas, tornar a escola um veículo onde se possam proporcionar condições para melhor qualidade de vida do indivíduo, de sua família, do seu bairro e da sua comunidade como um todo.
As questões sociais e ambientais são cada vez mais levadas em consideração nos currículos escolares. Sua importância se revela de forma indiscutível na formação dos indivíduos conscientes de sua responsabilidade consigo mesmo e com o planeta.
É necessário os professores e a família ensinar cedo aos alunos e filhos respectivamente, que a saúde o bem estar deles depende amplamente da qualidade de sua vida de que levam.
Não é possível vislumbrar que se fora de um lugar ecologicamente correto pode se obter uma melhor qualidade de vida e que permanecendo em um lugar limpo, com água tratada e funcionando a rede de esgotos bem como e ingerindo alimentos saudáveis de preferência livres de agrotóxicos, isto é, insumos nocivos aos seres vivos. Para isto, este lugar deve ser conservado contra fatores poluidores.

As exigências da urbanização têm determinado uma situação na qual o aumento da produtividade é mais importante do que a estabilidade dos níveis produtivos.
Por isto, observa-se na agropecuária, durante o último século, uma passagem acelerada de uma produção de subsistência que exaltava as características da estabilidade natural a uma produção para o mercado que dá prioridade a produção agropastoril e o consumismo desenfreado.
Tal consideração nos remete a repensar na relação existente ao trinômio entre a agricultura, meio ambiente e sociedade. Não somente o uso de insumos químicos tóxicos utilizados na produção e conservação de alimentos, mas também na qualidade de vida, no ser humano como parte deste contexto, u ser social que precisa ser tratado com uma ótica de proteção, inclusão, com acesso as facilidade se beneficies de uma vida com harmonia com a natureza.
  Na verdade ainda existem técnicas e modos de produção agropecuária que ameaçam e desequilibra o meio natural tais como o aumento das fronteiras agrícolas, dentro de seu meio o ser humano precisa esta sensibilizado com os fatores que interferem para que este ser não tenha uma qualidade de vida descente, a inclusão social propicia uma integração entre o homem e a natureza.
A escola é um dos espaços para se combater a exclusão aos benefícios de uma vida  em sociedade, provocada muitas vezes, pela falta de delimitadores de classe social, origem geográfica, nível de instrução, faixa etária, existência de problemas psicomotores ou recheada de preconceito étnico e de gênero. Inclusão Social é oferecer aos mais necessitados oportunidades de acesso a bens e serviços, dentro de uma ferramenta usada para beneficiar a todos e não apenas aos mais favorecidos no sistema meritocrático em que vivemos, mas sim acolher toda comunidade seja escolar ou local, saber que a exclusão social pode está relacionado ao meio ambiente, surgindo até a exclusão ambiental por falta de ações mitigadoras, de políticas públicas e por falta de uma educação inclusiva, o ser humano vem sofrendo e até mesmo perdendo o foco do presente e das futuras gerações, sabe-se que apesar de que a biodiversidade oferece várias atividades no setor agropastoril que vem crescendo com a expansão da fronteira agrícola.

Incluindo ai desmatamentos, urbanização sem planejamento, a erosão genética, com práticas de manejo intensivo dos solos e animais, sem a devida cautela sem pensar nas gerações futuras. A importância crescente dada a qualidade de vida vem em apoio dessas interações multidisciplinares envolvendo a todos da comunidade para o bem estar social (VALLE, 2002).
Focado nestes problemas tão complexos, é imprescindível fomentar condições para a construção de nossa cidadania plena Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN, 1997) segundo esta publicação quando as questões ambientais forem bem realizadas em favor da sociedade, leva mudanças de comportamento pessoal e a atitudes e valores de cidadania que podem ter fortes consequências sociais.
Para isto devemos como educadores unidos com a sociedade manter vivo dentro do conceito de liberdade o direito a vida ao Estado de Direito que ganha corpo nos países em que a sociedade civil tem a possibilidade de participar e ter acesso no processo de orientação não somente política, mais também socioeconômica, educacional e ambiental. Para isso, nós como membros da sociedade com um todo, precisamos trabalhar com harmonia, para que os obstáculos que os impedem ter acesso a uma vida qualidade de vida digna.
Assim sendo, a comunidade local educadores, a família e as esferas governamentais com suas políticas públicas voltadas pra o bem comum, precisam estar unidos para procurar soluções adequadas, para uma vida melhor. É dessas preocupações que nasceu este projeto dentro na nossa visão como educadores e cidadãos.
Portanto, o presente projeto traduz a vontade da Escola Estadual Professora Elizabeth Maria Bastos Mineiro de participar ativamente na luta contra a degradação do meio ambiente, violência escolar, drogas, bullying, e a exclusão social.           Onde o foco é chamar a atenção de toda comunidade escolar do bairro, onde esta escola esta inserida, com a participação dos pais, alunos, professores, funcionários administrativos da escola e do poder público.

 Sobre a temática do meio ambiente, com visão na inclusão social e Cidadania, primando pela harmonia da natureza e a necessidade de conservá-la, protegê-la para as gerações futuras, tudo isto em busca da qualidade de vida igualitária para todos.
1.1 Área de Estudo
            A Escola Estadual Professora Elizabeth Maria Bastos Mineiro, está localizada no bairro do São Matheus, na Av. principal s/nº, na cidade  de Várzea grande- MT, com um número de 1090 alunos, nas série do ensino básico e  médio, este projeto será realizado com os alunos dos três turnos a saber Matutino, Vespertino e Noturno.
1.2       Objetivos gerais
·         Sensibilizar a comunidade escolar em relação à Educação Ambiental, Inclusão Social, Cidadania e Saúde.
·         Estudar o Meio Ambiente em seus aspectos históricos, geográficos, estatísticos, físicos, químicos e biológicos.

1.3                Objetivos específicos
·         Capacitar monitores de todos os seguimentos da comunidade escolar por intermédio de oficinas sobre o Meio Ambiente.
  • Promover a inclusão social com oficinas voltadas ao Meio Ambiente, Cidadania e Saúde Coletiva.
  • Produzir objetos e trabalhos com a reciclagem de papel e outros resíduos.

1.4       Metodologia

  • O projeto pedagógico adotará a opção de Metodologia de Projetos, com o apoio do CEFAPRO, de Órgãos ligados Segurança e a Saúde Coletiva das esferas Estaduais e Municipais. As aulas no projeto envolverão teoria e prática através da realização de oficinas didáticas, aulas de campo, seminários, palestras e minicursos, envolvendo todas as áreas do conhecimento.
  • Ainda, outras metodologias poderão subsidiar as situações de ensino- durante a realização do projeto, a saber:
  • Palestras, exposições orais, seminários em grupos, discussões orais,      debates orais;
  • Produções textuais (oralidade e escrita), compreensão de textos (leitura e escuta) e concurso de redação;
  • Aulas expositivas, expositivas dialogadas, com      questionamentos e respostas, expositivas com recursos de     multimídia etc.;
  • Trabalho individual e em grupo; e pesquisa individual ou coletiva;
  • Produção de cartazes, murais ou painéis;
  • Produções orais diversas (entrevistas, execução de playlists musicais, divulgações, seminários em grupo, exposição oral,     comunicados, mesas redondas etc.) e aulas de campo.
2. Apresentação das atividades
Este projeto será realizado num período de 12 meses. Compreende as seguintes atividades: implantação de uma horta na escola e nos lares, cultivo de hortaliças e produção de artesanato, criando assim uma conscientização ambiental junto à comunidade.
O homem não pode ser separado do convívio da natureza, pelo contrário, deve buscar uma compreensão através da articulação entre o biológico, social e o antropológico, e que a chave da natureza se encontra na cultura dos povos (CAMPOS, 2004).
Os resultados deste projeto serão divulgados na mídia e no site da SEDUC-MT. Seu impacto fundamental será o de promover a formação de uma de uma consciência de inclusão social de preservação e conservação ambiental formando cidadãos com a participação de pais de alunos, professores e funcionários da escola e comunidade local.
3.  Atividades complementares a serem trabalhadas.
Ø      Apresentação do projeto à direção da escola, professores e alunos;
Ø      Planejamento e discussão do Projeto nas datas especificadas ou a qualquer momento, de acordo com a necessidade e ajustamento do projeto;
Ø      Seleção da bibliografia e preparação de textos e atividades a serem utilizadas pelos alunos para entendimento do projeto.
Ø      Organização dos grupos de alunos para as tarefas a serem realizadas, ficando cada grupo composto de 5 alunos, mediado por um professor orientador;
Ø      Reconhecimento área e limites a serem estudados;
Ø      Identificação dos problemas propondo soluções;
Ø      Resgate da historia, cultura e tradições do bairro;
Ø      Elaboração de cartazes e painéis por cada um dos grupos, apresentação e discussão dos painéis,
Ø      Pesquisa sobre a história da escola e da cidade;
Ø      Dinâmica de percepção ambiental através de fotos tiradas ao longo de uma caminhada realizada pelos alunos, divididos em grupos para verificar poluição visual, lixo urbano, oferta de água e esgoto e paisagismo;
Ø      Realização de uma oficina de reciclagem de papel e outros lixos que podem ser reciclados e que foram coletados seletivamente na escola;
Ø      Atividade de ajardinamento e horta caseira;
Ø      Concurso de paródia e frases com conotações socioambientais;
Ø      Introdução a analise de gráficos, envolvendo dados de temperatura e umidade e qualidade do ar;
Ø      Aspectos socioeconômicos e culturais;
Ø      Uso do solo;
Ø      Poluição sonora e visual;
Ø      Concursos de cartazes sobre os vários tipos de Poluição Ambiental;
3.1 Resultados esperados e indicadores de sucesso
Ø     Realizar 10 oficinas da seguinte forma: 04 (quatro) sobre o Meio Ambiente, 03 (três) sobre prevenção contra as Drogas e 03 (três) sobre o Bullying e Violência no ambiente escolar, com o foco na comunidade interna e externa.
Ø     Produção de trabalhos com reciclagem de papel, com a produção de sacolas, caixa para presentes, cartões comemorativos que serão expostos e vendidos para a comunidade local ou municipal. A partir do terceiro mês de execução do projeto;
Ø     Toda produção de hortaliças que poderão ser utilizados para merenda escolar, e sensibilizando a comunidade sobre o cultivo de plantas sem agrotóxicos;
Ø     Capacitar 14 monitores de todos os segmentos da comunidade interna e externa.

Ø     Produzir 120 litros de sabão líquido e detergente para utilização na escola.
Ø     Elaborar 35 cartazes, 07 banners, 07 maquetes e 07 painéis com informações acerca do Meio Ambiente, Saúde e Cidadania.
Ø     Confeccionar 20 lixeiras, 40 vassouras de garrafa PET e 02 Kits de lixeira coletiva (seletiva) de resíduos.
Ø     Realizar 02 (duas) mesas redondas bimestrais da temática Saúde, Cidadania e Meio Ambiente.
Ø     Atingir Mais de 2.000 pessoas integrando e/ou participando na luta contra a degradação do meio ambiente e contra a exclusão social
4. Impactos esperados
  • Com este projeto pretende-se atingir toda comunidade que compreendam a importância do meio ambiente e das questões sociais;
  • Disponibilidade (a favor da sociedade brasileira e/ou da humanidade) de pessoas respeitosas de princípios básicos de uma vida saudável e capazes de criticar e transformar beneficamente realidades relativas ao meio ambiente;
  • Fortalecimento do processo educativo interdisciplinar que associa a escola à realidade do dia a dia com a comunidade, tornando-a participante do projeto de inclusão social do homem no ambiente;
·          Prover Extensão para o uso medicina alternativa baseada nas virtudes de plantas medicinais sob supervisão de profissional da área;
·          Formação de uma consciência ecológica e cooperativa entre pais de alunos, professores e funcionários administrativos da Escola Estadual “Professora Elizabeth Maria Bastos Mineiro”. Com um Planejamento e discussão do Projeto, tendo em vista que estudo do meio ambiente segue orientação para os trabalhos serem contempladas em todas as aéreas do conhecimento (MATO GROSSO, 2001).

 5. Professores Envolvidos por aérea do conhecimento
·         Linguagens, Códigos e suas Tecnologias
·         Ciências da Natureza, Matemática e suas Tecnologias
·         Ciências Humanas e suas Tecnologias
6.  Cronograma para ações financiáveis
 Materiais de custeio e serviço
Natureza
da verba
Quantidade
Valor unitário
Valor total
Adquirir 10 sacos de adubo tipo NPK de 5 KG.
Custeio
10 sacos de 5 KG.
R$ 150,00
R$ 150,00
Adquirir mudas de hortaliças
Custeio
1200 unidades
R$ 0,50
 R$ 600,00
Adquirir trena
Custeio
05 unidades
R$ 15,00
      R$ 75,00
Adquirir produtos químicos para produção de 120 litros de sabão líquido e detergente contendo 2 litros de óleo de cozinha, 2 litros de álcool etanol e ½ KG de soda cáustica para trabalhar na área da Matemática e Ciências da Natureza do Ensino Médio Noturno.
Custeio
2 litros de álcool (etanol)
2 litros de óleo de cozinha
½ KG de soda cáustica

R$       20,00 p/ cada 30 litros de detergente
      R$ 80,00
Adquirir 02 cargas de terra preta para o viveiro de hortaliças
Custeio
02 cargas
R$ 250,00
 R$ 500,00
Adquirir 03 pás, 03 enxadas e 03 rastelos
Custeio
03 (cada)
R$ 15,00 cada item
R$ 135,00
Adquirir 50 resmas de folhas A4
Custeio
50
R$ 15,00
R$ 750,00
Pagar serviço de fotocópias coloridas
Serviço
1.000
R$ 0,50
R$ 500,00
Pagar serviço de confecção de 01 bulk de tinta colorida para impressora de jato de tinta EPSON
Serviço
01
R$ 300,00

R$ 300,00
Pagar serviço de 20 recargas de cartuchos da impressora HP
Custeio
20
R$ 30,00
R$ 600,00
Adquirir material de apoio pedagógico contendo 100 cartolinas, 50 caixas pequenas de lápis de cor, 50 unidades de giz de cera, 05 pistola de cola quente, 2 pacote de Refil de cola quente,  30 pacotes de aplicação de E. V. A, 30 unidades de pincel atômico, 30 unidades de cola glitter, 5 caixas de grampos para grampeador, tinta gauche, 20 unidades de pincel, 40 unidade papel cartão, 50 unidades de transparência para impressora a laser, 10 galões de verniz de 3,6 L. para pintura, 10 unidades de cola de 1 L., Tintas vermelha, branca, azul, amarela e verde para pinturas, 1 rolo de arame, 100 unidades de  isopor
Custeio






R$ 3.655,00
Pagar serviço de 10 recargas de tonners para impressora a laser
Serviço
12
R$ 65,00
R$ 780,00
Pagar serviços de confecção de 07 banners
Serviço
7
R$ 100,00
R$ 700,00



TOTAL:
R$ 8.000,00

6.1       Cronograma de atividades
ETAPAS
02/2012 a 03/2012
04/12 a 05/12
06/2012 a 07/2012
08/2012
08/12 a11/12
Planejamento e Apresentação do Projeto
X

 


Formação da equipe de trabalho
X





Levantamento bibliográfico
X




Apreciação do projeto ao CDCE
X

X


Preparação de material didático e oficinas


X

X
X
X
Reunião para avaliação


X
X
X
Coleta, análise do material e observações em aula de campo.




X

X

X
Discussão dos dados obtidos



X
X
Oficinas


X
X
X
Produções textuais e Elaboração de gráficos, maquetes e exposição a comunidade


X

X
X
Avaliação/ Relatório parcial


X
X
X
Relatório parcial


X
X
X
Exposição educativa cultural (Culminância)




X
Relatório final




X

 7.         Avaliação      
A proposta de avaliação do projeto estará condizente com o Projeto Político Pedagógico (PPP) da unidade escolar.
            A proposta alinhar-se-á a uma “concepção de formação humana [em que] a avaliação é um processo dinâmico, um permanente aprendizado do educador sobre o educando” (MATO GROSSO, SEDUC, 2009, p. 49).
            Em consonância com as Orientações Curriculares para a Educação Básica do Estado de Mato Grosso, entendemos que a avaliação contemplará um processo contínuo em que tanto o educando quanto o educador aprende conjuntamente. Ainda na ótica dos Ciclos de Formação Humana do Estado de Mato Grosso, a avaliação do projeto atuará “nas dimensões diagnóstica, processual e cumulativa, por entender que todas essas dimensões são necessárias para dar sustentação à avaliação formativa” (idem, ibidem).
            Portanto, o projeto contemplará a avaliação em suas três dimensões: sondagem, avaliação dos processos de ensino-aprendizagem e somativa; buscando com isso, registrar as produções e relatar os desempenhos e dificuldades dos discentes por meio de uma gama de instrumentos e técnicas avaliativas orais e escritas – produção de relatórios, seminários em grupo, ficha de avaliação e observação.
Os critérios de avaliação são elencados a seguir: participação, motivação (interesse), frequência, produções em grupo e provas escritas.
8. Conclusão
A educação socioambiental pode ser considerada um importante instrumento para subsidiar os caminhos da transformação por meio da sensibilização individual e coletiva e pela constituição de forças endógenas de desenvolvimento, em que se respeite a diversidade cultural e biológica. São diversos pontos de vista face ao tema que levantam diferentes reflexões culminando em um dos grandes desafios da humanidade neste século XXI: fomentar a melhoria da qualidade de vida por meio da solidariedade, emancipação e uso racional dos recursos naturais.
  
9.         Referências Bibliográficas
BRASIL. MEC/SEF. Parâmetros Curriculares Nacionais: Meio Ambiente: Saúde. MEC/SEF. 3ª ed. Brasília-DF, 2001.
BRASIL. MEC/SEF. Parâmetros Curriculares Nacionais: Pluralidade Cultural: Orientação Sexual. MEC/SEF. 3ª ed. Brasília-DF, 2001.
CAMPOS, M. C. A .Pantanal Matogrossense: O Semantismo das águas profundas. Ed. Entrelinhas. Cuiabá-MT, 2004.
PALMADE, G. Interdisciplinaridade Ideologias. Madrid: Narcea, 1979         
MATO GROSSO, SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO. Escola Ciclada de Mato Grosso: novos tempos e espaços para ensinar, aprender a sentir, ser feliz.. SEDUC. Cuiabá-MT, 2001.
MATO GROSSO. SECRETARIA ESTADUAL DE EDUCAÇÃO/SEDUC. Orientações Curriculares para a Educação Básica do Estado de Mato Grosso. SEDUC. Cuiabá-MT, 2009.
MONTEIRO, R. S. Educação Ambiental em Mato Grosso. Brasília-DF, Ministério da Integração Nacional/UFMT. Cuiabá-MT, 2002.
RAYNAUT, C. [ET ALLI]. Desenvolvimento e Meio Ambiente: em busca da interdisciplinaridade, pesquisas urbanas e rurais. Ed. UFPR. Curitiba-PR, 2002.
SATO, M. In: Cadernos Neruda. Educação Ambiental, Editora UFMT, nº 5 dez/1996.
TELLES, M. Q. Vivências Intergradas com o Meio Ambiente. Sá Editora. São Paulo-SP, 2002.
VALLE, C. E. Qualidade Ambiental: ISO 14.000/ 4ª ed. Senac/SP. São Paulo-SP, 2002.
ZAPPONE, R. M. Z. Teoria e Práticas Escolares. 1ª edição. Editora JM. Araraquara-SP, 1999.

Autor Prof. Esp. José Carlos M. Cunha. Biólogo(UFMT), Especializado em Gestão Ambiental (UFMT),  Gênero e Sexualidade(UERJ) e Educador Ambiental(CENED).

Educação:“Segurança Pública e Desenvolvimento: Reformas institucionais, Grandes Eventos e Direitos Humanos”


6º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública
    16 a 18 de julho de 2012 - Porto Alegre
Seja bem-vindo ao site do 6º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.


O 6º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública ocorrerá nos dias 16, 17 e 18 de julho, em Porto Alegre, na Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O  Encontro  de  2012  terá  o tema “Segurança  Pública  e  Desenvolvimento: Reformas  institucionais,  Grandes  Eventos  e  Direitos  Humanos”

Os encontros anuais pretendem suprir a falta de oportunidades deste cunho na área de polícia e segurança pública, tanto por meio da criação de um novo espaço para o intercâmbio técnico qualificado nesta área, como pelo incentivo à interação e integração entre setores da sociedade tradicionalmente isolados: gestores de todo o país, membros das diversas instituições policiais, centros de pesquisa e ONGs especializados nesta atividade.

domingo, 15 de abril de 2012

EDUCAÇÃO: Ciclos De Formação Em Educação

Ciclos De Formação Em Educação


A reorganização do tempo escolar está ligada a possibilidade de oferecer ao aluno uma melhor qualidade no seu desenvolvimento e desempenho escolar. De acordo com Lima, a reorganização temporal da escola em ciclos se insere em um processo de reavaliação.
A autora destaca que a persistência do fracasso escolar na escola pública, em países economicamente desenvolvidos, alerta para o fato de que a estrutura da instituição tem problemas sérios. Este é o caso do Brasil, mesmo sendo um país até economicamente desenvolvido sofre no sentido do fracasso escolar, apesar de que este grave problema não é só de ordem econômica, mas também histórica e cultural.
No entanto, estes problemas acabam afetando as metas educacionais e o nível de preparo da população em geral seja concretizado na escola. Até porque a escola é o meio pelo qual o indivíduo pode transformar-se e melhorar sua qualidade de vida.
A educação dentro das escolas precisa de uma reforma, precisa mudar. Atualmente, são levantadas questões que foram muito pouco mencionadas durante grande parte do século, como por exemplo, o caso da organização e gerência do tempo e do espaço na instituição escolar.
Por que trabalhar com o eixo do tempo?
Pouco se fala da questão do tempo, o qual já é determinado para cada aula. Isto é algo que vem historicamente e culturalmente implantado há muitos anos. Lima neste ponto do texto descreve:
A temporalidade da cultura escolar vigente está de tal forma internalizada, que o tempo, tal como ele está organizado, não é sequer lembrado nas discussões pedagógicas e nunca é seriamente questionado. (LIMA,p.4,1998).
Infelizmente, esta idéia de Lima citada acima é algo bem sério para refletirmos, pois muito se sabe que parte de discutir tal tema, mexe com a realidade de muitos educadores, ou seja, muitos estão acomodados, está bom do jeito que está, pra que mexer em algo que funciona? Questões como estas são indagadas por muitos professores.
Mas para outros educadores é ao contrário dos acomodados, ou seja, são profissionais comprometidos e preocupados em transformar a educação tradicional em algo diferente, sem se preocupar se sua aula vai acabar em 50 min., ou ainda, saber que poderão ficar mais de uma aula trabalhando determinado assunto, conteúdo, ou projeto. Isto está bem claro para a autora quando a mesma cita:
... mesmo quando não temos a intuição (ou a certeza) de sua inadequação: que falta tempo para ministrar uma matéria, que falta tempo ao aluno para assimilar algo e, principalmente, quando se quer realizar algo de forma diferente em sala de aula, mas não se pode, porque não há tempo. (LIMA,p.4,1998).
É preciso planejar a organização temporal de forma diferenciada, não podemos deixar a escola caminhar de forma tão tradicional. A inovação faz parte do dia-a-dia escolar, mas para que resultados brilhantes ocorram é necessário investir no tempo.
O que estamos presenciando há muitos anos é que a aula sempre é interrompida após os 50 min., isso faz com que o aprendizado do aluno naquele momento seja interrompido e mesmo quando o professor voltar na próxima aula para trabalhar tal conteúdo ou atividade, não será a mesma coisa.
A autora faz uma importante citação a respeito disso. Veja:
Se o objetivo da escola é promover a aprendizagem humana, o critério fundamental deveria ser a organização do tempo de forma que os indivíduos envolvidos sejam a prioridade e que, portanto, a concepção de tempo acompanhe os processos de aprendizagem e de ensino tal como eles ocorrem na espécie humana, evitando as rupturas criadas sempre que interrompemos uma explicação, uma atividade, um processo de reflexão por causa da forma rígida como o tempo é distribuído no dia-a-dia da escola. (LIMA,p.5,1998).
Percebemos então que quando uma atividade é bem planejada o desenvolvimento do aluno é eficaz, o problema a ser enfrentado é que quando o aluno está no auge de sua aprendizagem a aula é interrompida e segue com outra disciplina.
Do tempo rígido para o tempo flexível
Atualmente, tanto o tempo vivido no dia-a-dia, como o tempo subjacente nos documentos e em materiais escolares, é caracterizado por uma divisão rígida, ou seja, aulas com 40 a 50 minutos de duração.
De acordo com Lima:
A distribuição do tempo de uma matéria é constante durante todo o ano letivo e desconsidera que a construção de conhecimento, em uma determinada área, não acontece no ser humano com esta regularidade: há momentos em que se torna necessário dedicar em vez de 50 minutos a um assunto, ao menos 3 horas, para que se dê ao educando a possibilidade de completar o ciclo das atividades necessárias para construir o conceito. (LIMA,p.7,1998).
Sem dúvida alguma, sabemos que cada um tem seu tempo de aprendizagem, pode ser assim como a autora coloca na citação acima, que nem todo ser humano o conhecimento se dá com a regularidade de um tempo já determinado, ou seja, aulas de 40 a 50 minutos. Pode ser que para alguns alunos o aprendizado pode ocorrer assim como para outros não.
O que vem a ser ciclo de formação em educação?
A autora traz uma definição bem simples, clara e objetiva para compreendermos o que vem a ser o ciclo de formação, pois bem:
Ciclo de formação é conseqüência da reconceituação da escola como espaço para formação, não só de aprendizagem (...) não se trata, portanto, de justaposição de aprendizagens das várias áreas, mas concebe-se o conhecimento como parte integrante da formação humana, o que inclui, certamente, a dimensão ética da aquisição e uso do conhecimento. (LIMA,p.8,1998).
Educação por ciclos de formação é uma organização do tempo escolar de forma a se adequar melhor às características biológicas e culturais do desenvolvimento de todos os alunos. Aí vem uma citação da autora que por muitos é pensada desta forma, mas devemos ter cuidado e pensar que educação como ciclo de formação:
não significa portanto, dar mais tempo para os mais fracos, mas antes disso, é dar o tempo adequado para todos. (LIMA,p.9,1998).
Portanto, a idéia de ciclos confere ao processo de aprender o que é: um trabalho com conteúdos do assim chamado conhecimento formal, simultaneamente ao desenvolvimento de sistemas expressivos e simbólicos a formação.
Cronologia, calendário e desenvolvimento humano.
O ponto de partida para compreendermos este ponto que autora descreve, nada mais é, do entender que o ser humano tem seu desenvolvimento diferentemente das condições de cronologia e calendário seguidos na escola.
Cada ser humano, ou seja, cada aluno tem seu momento certo para ter seu desenvolvimento em relação a construção de um conhecimento. Não se pode trabalhar o calendário escolar sem levar em conta esta questão, sendo esta muito importante para verificar o desempenho do crescimento do educando.
Assim temos diante da idéia da autora que:
o processo de desenvolvimento do ser humano é de ordem biológica-cultural, se realiza segundo os parâmetros estabelecidos pela genética da espécie, e é função da cultura. (LIMA,p.11,1998).
Através desta citação acima, percebemos que os períodos de desenvolvimento, marcados por características distintas uns dos outros, primeiramente, não sejam regulares como a cronologia e calendário, que cada ano tem sempre 12 meses.
Princípios da proposta de Langevin-Wallon
Segundo Wallon, a educação por ciclo se justifica, pelo fato de que a educação deve ser adaptada ao homem e não aos interesses particulares ou transitórios da economia, da política, nacional ou internacional, das ideologias, nacionalidades ou culturas, como na verdade a educação atual ocorre.
Wallon surge então com uma proposta que é a divisão em ciclos, mas ele deixa claro que tal proposta não tem uma argumentação em favor de aumento da aprendizagem, mas sim de uma re-significação do processo de aprender.
A fundamentação teórica: a teoria histórico-cultural do desenvolvimento a dialética entre organismo e cultura.
A proposta de ciclos de formação está ligada a concepção de aprendizagem e desenvolvimento elaborada pela teoria cultural-histórica do desenvolvimento humano. Devendo no entanto, conhecer as funções psicológicas que para Vigostki, tais funções são: memória, atenção volitiva, percepção, imaginação e pensamento.
Wallon ainda explica algumas formas de atividades específicas, como atividade de estudo, ou seja, o ser humano depende da realização de atividades próprias para a construção do conhecimento formal, e as quais dependem da mediação de um professor.
Implicações de ciclos de formação
A autora deste livro, traz algumas implicações de ciclos de formação, as quais conheceremos e descrevemos a seguir:
Gestão
Na perspectiva do ciclo de formação é fundamental, pois é através do gerenciamento que o tempo e o espaço na escola são definidos.  O diretor deve ter como prioridade em seu trabalho, a concentralização das condições necessárias para o desenvolvimento humano e todas as aprendizagens que os alunos necessitam realizar.
Currículo
Antes de se definir um conceito do que é o currículo, é necessário definir qual o objetivo da ação que se desenrola dentro da escola e que papel ela tem no seu desenvolvimento do indivíduo como ser humano e côo ator social.  Portanto, o currículo está sempre inserido em um projeto-político-educacional mais amplo.
O currículo deve ser elaborado de acordo com a concepção de ser humano em desenvolvimento. De acordo com Lima, ela enfatiza o fato da escola poder falsear este desenvolvimento, que até é bem comum em nossos dias este tipo de ação contra o educando, de impedi-lo a conviver com ele ou, deliberadamente promove-lo. Pode-se então dizer e concordar com o que a autora descreve que a definição de currículo está atrelada a concepção de cidadão e de indivíduo sócio-cultural  que é subjacente à política educacional.
Avaliação
Quando tratamos do tema avaliação, temos em mente que a escola avalia seu aluno, pois se torna parte constituitiva do processo de formação e desenvolvimento do mesmo. Assume um papel ligado ao currículo, uma vez que os princípios adotados na avaliação definem a própria relação com o conhecimento.
Na educação por ciclos, a aprendizagem é vista como processual, que se efetiva em tempos diversos para cada indivíduo. Nesta perspectiva, contribui na definição do encaminhamento do currículo e faz parte, indiretamente, do planejamento pedagógico das formas de atividade pelas quais se pretende desenvolver o currículo.
Continuidade Educativa
No processo do ciclo de formação notamos uma diferença bem interessante para o desempenho do aluno. A partir desse ciclo não se passa o aluno de uma série a outra e sim o seu desenvolvimento ocorre por meios de ações que buscam a integração no processo educativo.
Na visão de aluno, terá a possibilidade de desenvolvimento crescente da complexidade dos conceitos e da apropriação progressiva do método.
Formação de coletivos
Na formação de coletivos, ou também chamado trabalho em equipe, ocorre o seguinte processo, de acordo com Lima:
 (...) é a modificação das relações profissionais entre os professores, uma vez que eles irão compartilhar o mesmo aluno durante o ciclo. (LIMA,p.27,1998).
Diferente do que ocorre no ensino tradicional, onde o aluno não terá sempre o mesmo professor durante todas as séries. Já na formação de ciclos como citado acima o aluno tem o professor durante todo o processo. Isto se faz importante, pois o trabalho que este educador pode realizar será fundamental na construção do conhecimento e desenvolvimento do educando.
Formação do Educador
Por fim, para que este ciclo de formação, uma proposta que Lima, apresenta para a reformulação do tempo e espaço na escola, é necessário que os profissionais também estejam preparados para se aliar a esta proposta.
Não tem como trabalhar neste ciclo sem antes se capacitar para desenvolver seu trabalho, pois, mesmo quando se entra em um novo plano, fica sempre alguns resquícios anteriores trabalhados. Lima coloca de forma objetiva esta questão:
Não podemos esquecer, aqui, que a redefinição da atividade do professor é um processo e que, portanto, não ocorre da noite para o dia. De fato, temos visto que, nos momentos iniciais da implantação de ciclos, as práticas pedagógicas mantêm-se, em geral, as mesmas ou muito semelhantes às práticas anteriores, principalmente a avaliação. (LIMA,p.28,1998).
É importante lembrar, que não se pode descartar a formação pedagógica do educador, mas deve levar em consideração que o mesmo deve ter uma postura diferente do que a que ele praticava anteriormente para que se obtenha o resultado esperado que é o desenvolvimento e oportunizar aprendizagem de qualidade ao aluno.
Referência Bibliográfica:           
HORA, Dinair Leal da. Gestão Democrática na escola. 10ª ed. Papirus. São Paulo. 2002.
LIMA, Elvira Souza. Ciclos de formação: uma reorganização do tempo escolar. São Paulo. S107.1998.
MEZOMO, João Catarin. Educação e Qualidade Total A Escola volta às aulas. 2ª ed. Vozes. Petrópolis. 1999.
Autora: Keren Prado Dos Anjos pedagoga, atua no ensino fundamental e como instrutora do Senac em Campo Mourão -PR

sábado, 14 de abril de 2012

EDUCAÇÃO: Ódios por Preconceito

aa
México
Por Alejandro Brito
Texto originalmente publicado en el número 189 del
 Suplemento Letra S del periódico La Jornada el jueves
 5 de abril de 2012
Dos crímenes ocuparon las páginas de los
diarios nacionales e internacionales el pasado
mes de marzo. Los asesinatos de Agnes Torres,
 mujer transexual, en Puebla, y de Daniel Zamudio,
 joven gay, en Santiago de Chile, levantaron una
ola de indignación y repudio, como pocas veces
se ha visto, en contra de crímenes motivados por
la identidad sexual y de género. Hechos que
reavivaron  la discusión pública sobre los crímenes ]
de odio, concepto anglosajón que no termina por
arraigar  en la jurisprudencia de América Latina.
Ambos crímenes son diferentes en cuanto a
motivaciones y modus operandi. Daniel fue atacado
 en la vía pública por una pandilla de jóvenes
neonazis que lo golpearon salvajemente, lo
torturaron durante varias horas, y con un vidrio
le tatuaron el símbolo de la esvástica en espalda
 y pecho, dejándolo agonizante. Un típico crimen
de odio por homofobia que recuerda el terrible
caso de Matthew Shepard, joven gay brutalmente
 vejado y torturado, igualmente abandonado
agonizante en la vía pública por los dos atacantes,
 y cuya muerte, luego de una larga agonía similar a
 la sufrida por Daniel, conmocionó a los Estados
Unidos en 1998.
En contraste, el asesinato de Agnes fue planeado,
con alevosía y ventaja, por conocidos de ella,
incluida su pareja sentimental, para robarle el auto.
De acuerdo con la Procuraduría General de Justicia
del estado de puebla (PGJEP), los atacantes la
degollaron en el rancho donde trabajaban e intentaron
quemar su cuerpo. Presumiblemente los presuntos
asesinos no pertenecen a ningún grupo de ultra
derecha ni tienen antecedentes de violencia.
Aparentemente, no estamos ante un crimen de
odio en estricto sentido, sino ante uno motivado
por el robo. Esa es la conclusión de las autoridades
de la Procuraduría poblana. Y la comparación de
ambos casos podría darles la razón.
El odio está en la selección de la víctima
Sin embargo, no les falta razón a las organizaciones
civiles de Puebla cuando colocan en la selección de la
víctima "un rasgo claro de la transfobia (desprecio,
odio e intolerancia a las personas transexuales)
" de sus atacantes. "En términos de los estudios
de crímenes de odio, hablaríamos de un crimen
de odio instrumental, que es cuando el sujeto que
socialmente es odiado y desvalorizado es usado para
 la comisión de un delito, incluso sobre su vida",
afirman en un comunicado difundido después
del reporte de la PGJEP.
L
a definición de crimen de odio admite el robo
como uno de los daños infringidos a las víctimas,
 muchos gays han sido asesinados para robarles,
pero los criminales los eligieron como objetos de
 ataque precisamente por ser gays, es un patrón
muy común en México. En la elección de la víctima
opera todo el bagaje de prejuicios homofóbicos y
transfóbicos aprendidos por el o los asesinos.
Como afirma Rodrigo Parrini, el odio también es
una emoción social. El odio se manifiesta en el
desprecio enfermizo mostrado hacia la víctima
por un rasgo que la caracteriza y que se traduce,
a su vez, en la crueldad y saña con la que es
atacada o exterminada. Se trata del odio y el
desprecio alimentados y activados por el prejuicio social.
La falta de legitimidad social de la condición
transexual o transgénero coloca a las personas
con esa identidad en una situación muy vulnerable
de sufrir todo tipo de agravios y de violencia.
Y la ausencia de reconocimiento institucional
responsabiliza directamente al Estado,
lo vuelve cómplice, por omisión, de los crímenes.
La negligencia institucional contrasta marcadamente
 con la madurez alcanzada por la sociedad civil.
La magnífica respuesta y movilización social
generada por las organizaciones de la diversidad
sexual en Puebla y en Santiago logró la inmediata
y expedita acción de las autoridades judiciales que
no tuvieron oportunidad de reaccionar prejuiciadamente
como en casos anteriores. En el caso de Agnes no se
mencionó la figura del "crimen pasional", usada para
desacreditar a las víctimas, a pesar de que su pareja
sentimental está presuntamente involucrada en el homicidio.
Una vez más, la garantía de que este tipo de crímenes
no queden en la impunidad descansa en la capacidad de
respuesta y movilización ciudadanas.
Publicada em: 10/04/2012 às 10:40 notícias CLAM
Acesso em 14/04/12.