sábado, 14 de abril de 2012

Educação:Pluralidade Cultural > O valor da diferença

Pluralidade Cultural > O valor da diferença
 
 Pluralidade Cultural

Questão para início de conversa
As diferenças culturais
Diferenças sociais, econômicas e políticas
Troca e preconceito
Crescimento econômico e desenvolvimento humano
Tolerância e convívio da pluralidade cultural
Para outras conversas

 Questão para início de conversa
Diferenças fazem parte da raça humana

Os seres humanos são muito diferentes. Variam na cor da pele, na altura, na forma dos olhos, no cabelo, no sexo e em muitas outras características físicas. Nós diferimos também em nossas crenças religiosas, nossos valores, nossos modos de estabelecer os laços familiares, no modo como assumimos os papéis de homem e mulher e em tantos outros aspectos da organização da vida em sociedade. Também somos diversos nas características de nosso mundo subjetivo. Dentro de uma sociedade, ainda, o acesso às riquezas materiais e simbólicas resulta em diferentes possibilidades de organizar a vida. Isso sem falar naquelas diferenças que existem entre povos que vivem dentro de uma mesma nação e naquelas que existem entre nações.

Enfim, discutir o tema "pluralidade cultural" significa colocar em destaque uma questão bastante intrigante: por que nós, humanos, embora sejamos uma única espécie biológica, desenvolvemos modos de vida tão diferentes e conflitantes? Ao explorarmos algumas possibilidades de explicação, podemos pensar também nas formas de convívio com as diferenças humanas para o desenvolvimento de nosso modo de viver.

As diferenças culturais

Nós não nascemos inteiramente prontos para viver. Ao contrário, precisamos de cuidados, orientação e ensinamentos; ou seja, só nos tornamos de fato humanos na medida em que convivemos e aprendemos com outras pessoas em uma dada cultura. Por meio desse aprendizado na vida social formamos nossa personalidade e elaboramos nossos planos de vida, nossos sentimentos e desejos. Nossa vida só pode acontecer verdadeiramente se participarmos de um mundo cultural, se partilharmos um conjunto de referências sociais.

Todas as culturas humanas criaram modos de viver coletivamente, de organizar sua vida política, de se relacionar com o meio ambiente, de trabalhar, distribuir e trocar as riquezas que produzem. Mais ainda, todos os povos desenvolveram linguagens, manifestações artísticas e religiosas, mitologias, valores morais, vestuários e moradias.

Assim, a pluralidade cultural indica, antes de tudo, um acúmulo de experiências humanas que é patrimônio de todos nós, pois pode enriquecer nossa vida ao nos ensinar diferentes maneiras de existir socialmente e de criar o futuro.

Diferenças sociais, econômicas e políticas

Devemos reconhecer que a pluralidade cultural representa o acúmulo das experiências e das conquistas humanas. No entanto, nem todas as diferenças são positivas. Quando elas se transformam em desigualdades precisam ser encaradas criticamente.

Dentro das sociedades e entre povos há relações de desigualdade e dominação em que alguns grupos sociais acumulam bens materiais, saberes, prestígio e poder ao mesmo tempo em que impedem o amplo acesso de outros grupos a essas riquezas.

A rigor, a desigualdade no acesso aos meios para organizar a própria vida compromete a plena existência da pluralidade cultural. Isso porque se alguns grupos em uma sociedade ou algumas culturas se afirmam em detrimento de outras, é sinal de que uma parcela dessa diversidade está sendo reprimida, constrangida ou até mesmo eliminada.

Nos noticiários e no estudo da história podemos ver inúmeros exemplos disso, como a destruição física e cultural de tantos povos indígenas que habitavam a costa brasileira antes da presença portuguesa, a violência que significa a escravidão ou as tantas formas de pobreza que convivem com a riqueza em nossas cidades.

Assim, a autêntica afirmação da pluralidade cultural é inseparável das lutas pela extensão dos direitos humanos a todos e pela construção de relações cidadãs e democráticas. Em nossos dias, a luta contra as desigualdades e pela afirmação de um convívio pacífico entre as culturas e grupos humanos tem se tornado um tema cada vez mais importante. Assim, em novembro de 2001, a Unesco, vinculada à Organização das Nações Unidas (ONU), aprovou a Declaração Universal sobre a Diversidade Cultural, que no seu artigo 4º afirma:
"A defesa da diversidade cultural é um imperativo ético, inseparável do respeito à dignidade humana. Ela implica o compromisso de respeitar os direitos humanos e as liberdades fundamentais, em particular os direitos das pessoas que pertencem a minorias e os dos povos autóctones. Ninguém pode invocar a diversidade cultural para violar os direitos humanos garantidos pelo direito internacional, nem para limitar seu alcance."
(Clique aqui para acessar o site da Unesco com o texto completo http://www.unesco.org/pt/brasilia/culture/cultural-diversity/)

Troca e preconceito

Todos merecem direitos e oportunidades iguais

A importância de imperativos éticos válidos mundialmente e que assegurem o direito à manifestação da diversidade cultural fica ainda mais clara se levarmos em conta que nenhuma cultura humana se desenvolveu sem estabelecer relações de troca, aproximação e diferenciação com seus vizinhos. Muitas mudanças nos modos de viver de um grupo não ocorreram a partir de alguma necessidade do próprio grupo mas sim da necessidade de imitação ou de diferenciação em relação a outro grupo. Entretanto, além de proporcionar o intercâmbio de valores, línguas, conhecimentos, instrumentos e artes, esse convívio pode, muitas vezes, se manifestar de forma violenta, com uso de dominação e marcada por preconceitos.

Ao longo da história, diversas opiniões preconceituosas sobre traços físicos ou de comportamento foram criadas e reproduzidas. São comuns as manifestações preconceituosas sobre gênero, cor da pele, origem socioeconômica, orientação sexual, nacionalidade, etnia, língua, modo de falar, deficiências, religião.

Ouvimos com freqüência comentários preconceituosos como "os portugueses são burros e trabalhadores", "os japoneses são talentosos para as ciências exatas e não gostam de se misturar", "os judeus são avarentos", "os indígenas são selvagens" e tantos outros. As formas de discriminação e preconceito entre manifestações culturais são muitas, mas todas têm uma característica comum: o não-reconhecimento do outro como igualmente humano e com o direito de ser diferente. Com isso, as vítimas de preconceito ou discriminação sofrem limites severos para manifestar sua cultura, seu modo de pensar, seus sentimentos, desejos, projetos ou valores.

Crescimento econômico e desenvolvimento humano

Uma das fontes de tratamento preconceituoso e discriminatório para outras culturas é a crença de que as sociedades que tiveram um maior desenvolvimento técnico e econômico são superiores às outras. Essa crença se baseia na idéia de que o progresso tecnológico e o crescimento econômico são sinônimos de desenvolvimento civilizatório e um salto evolutivo da humanidade.

O aprimoramento das técnicas e das relações econômicas aumentou sem dúvida a nossa capacidade de ação sobre a natureza. Há que se questionar, no entanto, se esse desenvolvimento representa, por si só, um avanço qualitativo da vida humana.

Salta aos olhos a evidente contradição entre as enormes possibilidades de vida geradas pelo progresso tecnológico e econômico e a miséria em que vive parte expressiva da humanidade. Ao longo da história ocidental, embora a invenção de novas tecnologias respondesse às necessidades humanas que surgiam, ela tem sido associada prioritariamente ao aumento da eficiência na produção de mercadorias.

Além disso, o desenvolvimento tecnológico e econômico que se verifica em alguns países capitalistas responde apenas à parte das necessidades humanas. Se considerarmos critérios diferentes, observamos que outros povos, em alguns campos, atingiram graus de desenvolvimento indiscutivelmente mais sofisticados do que as sociedades ocidentais. A Índia criou um sistema religioso e filosófico bastante eficiente para reduzir as conseqüências do desequilíbrio demográfico. As civilizações do Oriente e do Extremo-Oriente desenvolveram conhecimentos extremamente complexos sobre o corpo humano. Os povos indígenas do Brasil Central e da Amazônia detêm conhecimentos valiosos sobre a floresta e seus mistérios.

Há muitos outros exemplos que poderiam ser citados e todos eles revelam que a técnica e a economia desvinculadas de políticas de distribuição de renda e de ideais humanitários - referente à dignidade, ao ambiente, à diversidade, aos direitos dos cidadãos, entre outros, não atendem plenamente às necessidades dos seres humanos. Portanto, a afirmação da pluralidade cultural nos leva à constatação de que não há um único modo de organizar a existência nem de fazer a história.

Ao contrário, na vida de cada grupo cultural há um conjunto imenso de possibilidades. E o reconhecimento dessa diversidade traria muito mais riqueza a todos. Mais ainda, a afirmação da pluralidade cultural nos permite assumir a tese de que o aprimoramento das relações econômicas e o avanço das tecnologias fazem sentido se partirem das necessidades de desenvolvimento humano, ou seja, se tiverem como objetivo a ampliação das possibilidades de um povo buscar a realização dos objetivos que valoriza.

Assim, o convívio com o outro, o diferente, pode enriquecer e desenvolver nossa condição humana. O antropólogo Claude Lévi-Strauss usa uma imagem bastante clara para defender essa idéia. Segundo ele, o desenvolvimento das formas de vida humana pode ser comparado a um jogo de cartas no qual cada carta representa uma conquista cultural. Assim, cada jogador - ou cultura - só consegue fazer pequenas seqüências; Entretanto, se houver o intercâmbio entre as séries construídas pelos jogadores, a seqüência resultante torna-se muito maior e mais rica, tanto em conquistas quanto em novas possibilidades.

Dessa forma, a garantia em escala local e mundial de condições econômicas, sociais e políticas para os diferentes grupos culturais organizarem sua própria vida e se desenvolverem significa, acima de tudo, preservar o enorme acervo vivo dos modos de viver que a humanidade criou. Trata-se de um acervo que representa não só um acúmulo de conquistas já realizadas, mas também um enorme conjunto de possibilidades de reinventar essas conquistas e construir o futuro.

Tolerância e convívio da pluralidade cultural

O debate sobre esse tema tem se tornado bastante intenso nesse início de século, que expande o circuito de relações dos povos e nações por todo o globo e ao mesmo tempo reafirma as identidades dos grupos específicos.

Assim, a pluralidade cultural é também um foco constante de conflitos, pois traz consigo concepções que questionam profundamente nossas crenças e valores.

Por esse motivo, a realização das possibilidades de desenvolvimento humano depende do enfrentamento de um desafio: como reconhecer o direito à diversidade quando há discordância de condutas e pensamentos? Para dar conta disso, tem havido um esforço grande para se desenvolver uma ética universal que afirme valores morais para a regulação do comportamento entre os diversos grupos culturais e as pessoas que manifestam essas diferenças. Um exemplo desse debate é o relatório da Unesco "Nossa diversidade criadora", coordenado por Javier Pérez de Cuéllar.

A idéia da tolerância está no centro desse debate. Entretanto, é preciso esclarecer dois usos diferentes para essa palavra. É comum a palavra tolerância ser usada para expressar uma relação na qual uma pessoa suporta outra como quem agüenta uma carga que a oprime e a constrange. Nesse sentido, a pessoa que suporta o outro está em condição de desvantagem, pois aquele que é suportado está manifestando seu modo de ser - e o seu poder - oprimindo a manifestação da vida de quem está agüentando. Trata-se, portanto, de uma relação em que um afirma a sua liberdade negando a liberdade do outro.

Para expressar uma ética universal que respeita e afirma a pluralidade cultural, a tolerância tem sido definida com um sentido bastante diferente. Há tolerância efetivamente quando o convívio com o outro está baseado na manifestação livre e sem constrangimentos tanto de nossas particularidades quanto das particularidades do outro. Trata-se, portanto, de um encontro de liberdades que se afirmam sem se negar.

O filósofo Adolfo Sánchez Vázquez definiu tolerância do seguinte modo:
a tolerância existe entre indivíduos ou grupos com diferentes convicções, modos de vida etc.;
é necessário reconhecer conscientemente essas diferenças;
as diferenças reconhecidas têm de ser importantes e afetar os indivíduos, não se pode ficar indiferente a sua existência;
as diferenças referem-se a pensamentos, hábitos, valores, crenças diferentes daquelas aceitas ou aprovadas pelos indivíduos como padrão de vida;
embora não se concorde com as diferenças, admite-se o direito do outro de ser diferente e manter livremente suas diferenças;
ao admitir esse direito, permite-se o diálogo e a argumentação com a intenção de persuadir o outro a mudar de posição.
Dessa forma, a tolerância só pode existir quando há o dissentimento e a discórdia. Se não há conflito, ela deixa de ser necessária. O que a torna valiosa é justamente a possibilidade de criar uma relação entre homens que se reconhecem como iguais mesmo que tenham discordâncias e vivam de modos diferentes.

Assim, a tolerância pressupõe reciprocidade de direitos. Isso implica reconhecer que não se deve tolerar simplesmente para ser tolerante. A tolerância não serve de justificativa para si mesma. Ao contrário, o que lhe confere importância e determina sua razão de ser são valores irrenunciáveis com os quais ela se relaciona. Assim, justifica-se ser tolerante quando se criam relações pautadas no respeito à liberdade e à autonomia nossa e do outro, na convivência fraterna e solidária, e na democracia como modo de relação entre as pessoas e os grupos.

Portanto, não se deve aceitar a intolerância, a discriminação, a violência, as perseguições religiosas, étnicas e raciais, os comportamentos e as idéias que negam o respeito à liberdade e à autonomia dos outros, que impedem um convívio fraterno e solidário e que obstruem a construção de relações democráticas.

A tolerância efetiva permite ao outro manifestar suas diferenças, mesmo que elas afetem nossas convicções. Ao mesmo tempo, nos possibilita manifestar nossas particularidades que podem parecer estranhas para alguém. Certamente, não é um exercício fácil. Mas ele garante um convívio respeitoso, fraterno e democrático no qual a pluralidade cultural pode se afirmar com toda sua possibilidade de nos ensinar outros pontos de vista e de enriquecer nossas formas de vida.

Crianças do Mundo Inteiro, Unicef

Para outras conversas

A formação histórica brasileira é marcada pela atuação de muitos povos, culturalmente muito diversos. 

Somos um povo que se vê como pertencente a uma nação e a um Estado, é verdade. Entretanto, há uma vasta pluralidade cultural entre nós, que se expressa, por exemplo, nas diferenças entre os modos de viver do Norte e do Sul, do litoral e do Centro-Oeste, entre os grupos originários de outros continentes, entre as populações rurais e urbanas, entre os jovens e os adultos, entre os meios letrados e as manifestações da tradição oral.

Existe entre nós uma riqueza de experiências humanas que constitui um dos maiores patrimônios nacionais. Entretanto, o predomínio da discriminação, as imensas desigualdades sociais, políticas e econômicas, os preconceitos e a intolerância reduzem muito as possibilidades dessa pluralidade se manifestar.

Por isso criar condições para a afirmação da pluralidade que marca nossa formação cultural é a melhor maneira de compartilhar esse acervo de experiências humanas, esse patrimônio cultural existente no Brasil. Assim podemos encontrar respostas inesperadas aos limites e às potencialidades do presente e abrir novos caminhos para o nosso futuro.

Texto original: Maurício Érnica
Edição: Equipe EducaRede
Fonte:http://www.educared.org/educa/index.cfm?pg=oassuntoe.interna&id_tema=10&id_subtema=1. Acesso em 14/04/2012

EDUCAÇÃO: Direitos Humanos e Pluralidade Cultural

Direitos Humanos e Pluralidade Cultural



“A luta pela sobrevivência seleciona os mais aptos, mais fortes e mais espertos, e elimina os menos dotados. As características que facilitam a sobrevivência são transmitidas aos descendentes, firmam-se e identificam uma nova espécie. As espécies vivem em constante evolução”. (Charles Darwin)

    A história do ser humano é marcada pela eliminação simbólica e/ou física do “outro” Independente de cor, raça, origem ou religião e apesar da miscigenação brasileira, o padrão estético e social mais aceito no Brasil continua a ser o europeu, ou seja: Homem, branco, heterossexual e bem sucedido financeiramente.
    O processo de negação do “outro” é fruto do imaginário social, por possuir pré-estabelecido, conceitos do que é ser belo, ser homem, ser bom, ser importante, etc. No Brasil a situação é ainda mais complexa devido o discurso que todo brasileiro é fruto de um intenso processo de miscigenação que resultou num país diversificado e culturalmente harmônico. Porém, as relações cotidianas mostram situações preconceituosas, discriminatórias e racistas contra mulheres, índios, homossexuais, afro-descendentes, etc. em diversos segmentos da sociedade.

    Estudos revelam que independente da pluralidade cultural, existe três tipos básicos de seres humanos:
  • Ser Condicionado: não desenvolve personalidade própria, não percebe ou interage com o mundo em que vive. São fisiológicos e condicionados ao meio externo. Aceita sem questionar, as imposições sociais, culturais, política e religiosa. (mão-de-obra braçal).
  • Ser Inteligente, mas condicionado: são capazes de compreender e adquirir conhecimentos, mas continuam condicionados ao meio externo. Apesar de possuir personalidade própria e crítica, têm pouca iniciativa (mão-de-obra qualificada).
  • Ser inteligente e livre: percebe tudo e tira conclusões próprias. Possui senso crítico, lógica, razão, personalidade forte, opinião, iniciativa e liderança (líderes e transformadores sociais)
    Considerando os aspectos anteriormente expostos, conclui-se que, para uma abordagem eficaz na redução das diferenças, é preciso atividades criativas que estimulem a razão, a formação de opinião e a consciência crítica com objetivo de:
 – Fazer conhecer a diversidade cultural brasileira em sua origem para que o respeito pelas diferenças seja entendido como direito de todos;
 – Evidenciar a contribuição histórica de diferentes povos, raças e cultura na formação da identidade nacional;
 – Perceber hábitos e atitudes que reforcem a discriminação, o preconceito, e desenvolver práticas de repúdio à intolerância de qualquer característica individual ou social como: origem, etnia, raça, religião, opção sexual e outras;
 – Denunciar e estimular a denuncia de qualquer violação dos Direitos Humanos, como forma reduzir a impunidade e de exigir respeito para todos;
 – Apontar as desigualdades sociais como consequência da omissão dos próprios brasileiros e da falta de uma política socioeconômica eficiente e não como sendo uma realidade comum e natural a todos os países;
 – Valorizar o convívio democrático, o respeito mútuo e a promoção da paz.


BIBLIOGRAFIA:
· MOREIRA, Antonio F. B. : CANDAU, Vera Maria. Multiculturalismo. 1ª Ed. Petrópolis. Vozes, 2008.
· Qualidade Educacional - Temas Transversais - SENAI - Mauri L. Heerdt
· Diversidade na Educação: como indicar as diferenças? - 228 p. : il. – (Coleção Educação para Todos, Série Avaliação ; n. 8, v. 25)
· Conceitos de gênero, etnia e raça: reflexões sobre a diversidade cultural na educação escolar - Juliana Keller Nogueira, Delton Aparecido Felipe, Teresa Kazuko Teruya (UEM)
· MANUAL DO CONHECIMENTO GERAL - Ciências Humanas – João Favoreto.
Fonte: http://letras-equipe5.blogspot.com.br/2010/05/direitos-humanos-e-pluralidade-cultural.html

sexta-feira, 6 de abril de 2012

Educação: Seminário Internacional sobre Aprendizaje Autónomo y Cognicion


Fundamentos e estratégias contemporâneas para o desenvolvimento da   aprendizagem  e  do pensamento científico  no contexto de uma  pedagogia transformadora holística

Giovanni M. IAFRANCESCO V.
Diretor do Centro de Educação Internacional, Pedagogia e Escola Transformative

DIA: 19 de abril de 2012
LOCAL. Universidad Autónoma de Occidente, Cali, Colômbia
HORÁRIO: 8:00 - 1,00 PM

Ver evento no Facebook

FIM

1.     caracterizar a proposta de Educação e Pedagogia EEPT Escola Transformação e definir o modelo holístico de ensino através do qual ele pode ser operado no processo de formação integral e educação - aprender com a sua finalidade, estrutura, fundação, tamanho, programas e projetos .

2.     Aprofundamento em fatores endógenos à sala de aula que afetam a aprendizagem significativa e independente como uma estratégia para desenvolver habilidades e funções cognitivas básicas e qualificar o desempenho intelectual.

3.     contextualizar os participantes nos novos padrões filosóficos, epistemológicos, guia, psicológico sociológico e pedagógico a proposta da Escola de Educação e Educação EEPT Transformando como uma alternativa para a educação do século XXI cedo, a implementação do IEP instituições de ensino e da consolidação de seu modelo pedagógico.

4.     caracterizar a proposta da Escola, Educação e pedagogia transformadora e socializar Modelo de Ensino EEPT Holística através da qual ele pode ser operado no processo de formação integral e educação - aprender com a sua finalidade, estrutura, fundação, tamanho, programas e projetos.

 
CONTEÚDO

1: Caracterização da Aprendizagem Significativa,  do contrato:
·          Atitudes.
·          As habilidades intelectivas.
°          Os procedimentos
°          As competências.
°          Performances
·          A estrutura conceptual.
·          Padrões.
°          Suas implicações no currículo, pedagogia, didática, administração escolar e avaliação.
·          Proposta de um modelo didático para o desenvolvimento e implementação.

2: Caracterização das habilidades cognitivas básicas:
·          As funções cognitivas.
·          A capacidade intelectual.
·          Os processos de pensamento.
°          operações intelectivas.
·          As habilidades mentais.
·          O inteligências múltiplas.
·          O potencial de aprendizagem.
·          Seu relacionamento com o desenvolvimento de habilidades cognitivas básicas.
·          Implicações para o ensino, currículo e avaliação.

  1. ESCOLA, EDUCAÇÃO E ENSINO EEPT TRANSFORMAR, modelo de ensino HOLÍSTICA
3,1   estabelecimento das bases da Educação, uma faculdade e uma pedagogia transformadora .

·          O modelo de Educação contra Transformer Modelo Instrucional Educacional.

·          Implicações no currículo, pedagogia, didática, administração escolar e avaliação.

·     O modelo de gestão focado no desenvolvimento humano (SER), a construção de conhecimentos (saber) e transformação social (SABE).

·          aprendizagem transformadora Dez na Escola: Aprender a ser, aprender a sentir, aprender a agir, aprender a viver, aprender a viver juntos, aprender a conhecer, aprender a saber, aprender a pensar, aprender, aprender, aprender a fazer.Implicações educação, formação, curricular, pedagógica e avaliativa.

·          Habilidades Transformer Multiuso Escola: a) conhecimento para o desenvolvimento de advocacia, bem-estar e humana: antropológicos, emocionais, éticos, morais, axiológicos, espirituais, cidadãos. b) Competências para o desenvolvimento acadêmico e cognitivo: acadêmica, científica, industrial, profissional, cognitiva, liderança, investigação tecnológica e empreendedorismo.

·          O novo filosófica, axiológica, psicológica, epistemológica, sociológica e pedagógica.

3,2   Estrutura do Modelo de Aprendizagem Holística: elementos, funções, relações, estrutura e dimensões.

·          dimensão antropológica.
·          dimensão axiológica.
·          dimensão ético - moral.
·          treinamento Dimensão.
·          Dimensão bio - psico - social.
·          corpo Dimensão - condução.
·          dimensão afetiva.
·          dimensão espiritual.
·          dimensão estética.
·          dimensão artística.
·          dimensão política.
·          dimensão cognitiva.
·          dimensão científica.
·          dimensão epistemológica.
·          metodologia Dimensão.
·          dimensão tecnológica.
·          dimensão comunicativa.
·          dimensão sociológica.
·          dimensão da Família.
·          A dimensão cultural.
·          Greening.
·          Tamanho da liderança e empreendedorismo.
·          Dimensões do bilingüismo.
·          pesquisa Dimensão.
·          dimensão pedagógica.
·          Dimensão didático.
·          currículo Dimensão.
·          dimensão administrativa.
·          dimensão avaliativa.


SUPORTE DE TEXTO

  • A Holística Transformer Modelo de Ensino: fundamentos, tamanho, programas e projetos da Escola Transformar. EDITORIAL CORIPET. International Corporation Transformando Pedagogia e Escola Ltda CORIPET 7 partes, 31 capítulos.296 páginas. ISBN: 978-958-99622-0-6. Ano de 2010.
  • Pedagogia do Cuidado:. Fundamentos e estratégias para prevenção e educação inclusiva  EDITORIAL CORIPET.International Corporation Transformando Pedagogia e Escola CORIPET Ltda 4 partes, 17 capítulos. 241 páginas. ISBN: 978-958-99622-1-3. Ano de 2011.
  • As transformações das práticas pedagógicas:. Contextos, métodos, paradigmas, modelos, estratégias e políticas EDITORIAL CORIPET. International Corporation CORIPET Transformando Pedagogia e Escola Ltd. 5 partes, 15 capítulos.250 páginas. ISBN: 978-958-99622-2-0. Ano de 2011.
  • Aprendizagem autônoma e cognição:. Fundamentos e estratégias para o desenvolvimento da aprendizagem e pensamento potencial científico  EDITORIAL CORIPET. International Corporation CORIPET Transformando Pedagogia e Escola Ltd. 5 partes, 17 capítulos. 212 páginas. ISBN: 978-958-99622-3-7. Ano de 2011.
Fonte: http://rediberoamericanadepedagogia.com/index.php?option=com_content&view=article&id=61

quarta-feira, 4 de abril de 2012

Educação: Fórum Mundial "Educação, Inovação e TIC".

XIII ENCUENTRO INTERNACIONAL
VIRTUAL EDUCA PANAMÁ 2012

Congreso, foro multilateral, exposición "Educación, Innovación y TIC"

Panamá 2012 aporta novedades al Encuentro internacional anual. Sus contenidos tradicionales - desarrollados a través de sesiones plenarias, temáticas y seminarios especializados - se complementan con la organización del "Foro Multilateral de Educ@ción para el Desarrollo Humano", al que están invitados representantes institucionales, responsables empresariales y miembros de la sociedad civil. Igualmente, desde ahora están asociadas al Encuentro las ediciones de la "Exposición internacional de Educación, Innovación y TIC", en la que se podrán visualizar todas las novedades en productos y servicios.

Durante las 12 primeras ediciones del Encuentro han participado en él 23.794 delegados de forma presencial y casi doscientos mil a través de la sección virtual. ¡GRACIAS! Nos vemos en Panamá.

sábado, 24 de março de 2012

Educação Ambiental: Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (FBEA)

FóRUM 
O Fórum Brasileiro de Educação Ambiental (FBEA) é o mais importante evento da Educação Ambiental no país. A sua sétima edição acontece em Salvador (BA), de 28 e 31 de março de 2012 com o tema “Educação Ambiental: Rumo a Rio +20 e às Sociedades Sustentáveis”.
A principal base do VII FBEA é a reunião dos educadores ambientais que compõem a Rede Brasileira de Educação Ambiental (REBEA) e seu fortalecimento.
O Fórum incentiva e difunde a cultura de organização em padrão rede, proporcionando experiências e conhecimentos que fortaleçam sua compreensão e prática. Ao mesmo tempo em que apresenta o campo da Educação Ambiental para novos militantes e educadores, incentiva a reflexão crítica para aqueles que nele atuam a partir da sociedade civil, do mercado e do Estado.
Tratado de Educação Ambiental para as Sociedades Sustentáveis e Responsabilidade Global é o documento de princípios da REBEA e inspira a ação dos educadores ambientais articulados em rede. Avaliar sua inserção na educação ambiental brasileira é um dos objetivos centrais do VII Fórum, assim como contribuir para avaliação e fortalecimento da Política Nacional de Educação Ambiental.
Os temas da Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável – RIO+20 - economia verde no contexto do desenvolvimento sustentável e da erradicação da pobreza e  a governança global internacional para o desenvolvimento sustentável – serão exaustivamente debatidos no dia 30 de março.
As apresentações de pesquisas e de experiências em Educação Ambiental, junto com as vivências criam oportunidades de diálogos e de expressão da diversidade.
A ampla programação construída nas dimensões “ambiental, social, cultural, econômica e visão de mundo”, como formato de mesas redondas, fóruns, rodas de conversa, openspace, café social, minicursos, painéis, oficinas, jornadas temáticas, encontros paralelos, trilha da vida, atividades culturais,  vídeos no Ecocine, poesias, artes, danças e com a produção de documentos que serão referência para atuação no campo socioambiental.
Com esta ampla abordagem, contemplando diversos segmentos da sociedade brasileira, o Fórum oferece espaço de grande visibilidade e disseminação da imagem institucional dos participantes, provocando impactos positivos e concretos.
Participe!!!
Fonte: http://viiforumeducacaoambiental.org.br/forum/, acesso em 24/03/2012.

sábado, 17 de março de 2012

EDUCAÇÃO: BULLYING, DIGA NÃO A VIOLÊNCIA

Não a violência

Brincadeira sem graça


Menino gordo e menino magroSe você é bom de bola, o povo grita: “ Lá vem o Ronaldinho”; se manda bem no kart, vira o “fera do asfalto”; nada mais rápido que todo mundo, é chamado de “o tubarão”. Quem não gostaria de ser conhecido assim?

O problema é quando os apelidos não são tão legais. Nomes como baleia, dentuço, nerd, perna-de-pau não são raros e muitas vezes deixam marcas profundas nas pessoas que os recebem.

Se você nunca passou por isso, tem muita sorte. Mas, com certeza, conhece alguém que todos os dias é obrigado a conviver com apelidos horríveis ou piadinhas sem graça sobre aparência, jeito de ser ou de se comportar. Este tipo de violência, muito comum nas escolas, é chamada de bullying.

O que é

Duas meninas conversam enquanto outra menina choraO termobullying vem do inglês e significa algo como intimidar. Mesmo sendo uma palavra estrangeira, a prática está se tornando bem comum nas escolas aqui do Brasil. As crianças e jovens brasileiros têm mostrado uma enorme intolerância com as diferenças.

Por não conseguirem aceitar que ninguém é igual a ninguém, os jovens se juntam e maltrataram os colegas. Não é um absurdo?!
bullying não é apenas um apelido maldoso, não. Quando algum aluno mais forte bate nos outros, quando uma turma isola um colega, ou até mesmo quando uma galera inteira se junta para esconder objetos de um único estudante... Tudo isso é bullyingMenino chorando Existem crianças que ficam tão tristes com as gozações que pedem para não voltarem à escola.

Conseqüências extremas

Em situações mais graves, as conseqüências são seríssimas. Você já ouviu falar de alunos que invadem as escolas armados e matam colegas e professores e depois se suicidam? Os casos mais conhecidos aconteceram em escolas dos Estados Unidos, mas já houve episódios parecidos aqui no Brasil também. Muitos psicólogos atribuem essas atitudes assassinas a uma reação desesperada de crianças e jovens que sofreram anos com gozações dos colegas de escolas.

Em janeiro de 2003, no município de Taiúva, em São Paulo, um jovem de apenas 18 anos entrou na escola onde havia estudado com um revólver na mão. Edimar Aparecido Freitas feriu gravemente cinco alunos e depois se matou. A polícia acredita que o jovem possa ter sido motivado pela raiva que sentia por ter sido alvo de várias gozações durante sua adolescência. Eler era obeso.

Fale, converse, explique!

Quando as brincadeiras começam a incomodar de verdade é hora de procurar ajuda. Os professores e diretores são as pessoas mais recomendadas para ajudar, mas contar o que está acontecendo para os pais também é muito importante. Os pais devem procurar a direção da escola e explicar a situação. Toda solução deve vir por meio da conversa. Aqui vale lembrar aquele velho ditado que diz que violência só gera mais violência. Por isso, revidar as agressões com mais briga não é a solução.

O importante é que o aluno que está sendo agredido não guarde o problema só para ele. Não contar para um adulto o que está acontecendo só dificulta as coisas.

A escola deve ajudarCriança mostrando machucado para a professora

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) diz que toda criança tem o direito de viver em sociedade sem sofrer nenhum tipo de discriminação. A criança deve ser respeita e qualquer tratamento discriminatório, que lhe envergonhe, humilhe ou cause medo é crime!

As escolas são responsáveis por cuidar dos seus alunos e a instituição de ensino que não resolver a situação pode ser punida. Foi o que aconteceu em Ceilândia, no Distrito Federal.
Uma escola dessa cidade foi condenada a pagar uma indenização de R$ 3 mil. A mãe de um aluno agredido comunicou o problema à escola, mas as agressões não pararam. Depois de ter apanhado dos colegas por um ano, o menino ficou com medo de voltar à escola e teve dificuldades de aprendizado. A mãe, então, procurou a Justiça e ganhou uma indenização porque a escola nada fez para proteger o aluno.

Cyberbulling
Zé Plenarinho brincando no computadorAlém de serem vítimas do bullying dentro das escolas, várias crianças e adolescentes já estão sofrendo com um novo tipo de agressão: o Cyberbullying. A palavra é uma união entre cyber - o mundo dos computadores - e a palavra bullying. Já deu para entender a gravidade da situação, né?

Uma pesquisa sobre violência escolar feita com quatro mil estudantes paulistas mostra que a maior parte das provocações ainda acontece na escola, mas as agressões também estão rolando em blogs da internet e sites de relacionamento. Se o bullying praticado pelos alunos de uma única escola já era perigoso, imagina quando milhares de pessoas no mundo todo podem participar desse ato cruel?

Diga não!
O Vital com a camisa ser diferente é normal Todo mundo tem o direito de ser como é. Você pode ser alto, baixo, bom de bola, gordinho, ter os olhos azuis, adorar estudar ou qualquer outra coisa. Não deixe aqueles que se acham muito espertos te intimidar! Diga não ao bullying!

Se quiser saber mais sobre o assunto, confira oartigo de Tânia Zaguri. Ele dá dicas de como ajudar os amigos que sofrem com gozações. A Revista Escola preparou uma cartilha muito legal sobre o assunto. Que tal mostrar para os seus pais e deixá-los superinformados sobre o tema? É só clicar aqui.

Você está sofrendo com as gozações na sua escola? Saiba que não é o único. A escritora Sandra Saruê também passou por maus bocados quando era criança, e usou a experiência para escrever o livro E se Fosse com Você?, Da Editora Melhoramentos. A obra ajudar as crianças a enfrentar o problema.

Outra leitura muito legal sobre o tema são os livros Fenômeno Bullying: como prevenir a violência nas escolas e educar para paz, da psicologa Cleo Fante, e o livro Bullying escolar: perguntas e respostas, uma parceria dos psicólogos José Augusto Pedra e Cleo Fante.
Você também pode se informar sobre o tema navegando pelo site www.bullying.pro.br

Com informações da Revista Escola, do site Diga não ao bullying, Abrapia, Revista Época, Correio Braziliense e G1
FONTE: http://credelania.blogspot.com.br/ , ACESSO EM 17/03/2012.

terça-feira, 13 de março de 2012

Desafios Antropológicos Contemporâneos- 28ºRBA, de 2 a 5 de julho de 20. PUC-SP12

Desafios Antropológicos Contemporâneos
Sob a chancela Desafios Antropológicos, temos procurado estimular durante a nossa gestão (2011-2012) análises críticas e propositivas sobre os dilemas, desafios e perspectivas que permeiam os atuais processos de expansão e transformação da antropologia no Brasil. Visamos, assim, apresentar e problematizar não só as transformações e reconfigurações da antropologia como disciplina acadêmica per se, mas, também, as relações entre essas reconfigurações e as políticas científicas em voga, a formação de antropólogos e as demandas no mercado de trabalho e, ainda, a relação da pesquisa antropológica com a ação política.
Julgamos também de suma importância incitar reflexões críticas sobre a política da antropologia. Estamos contribuindo cada vez mais para a formulação de políticas públicas e propostas para a sociedade. Entretanto, confrontamos ainda o desafio de organizar e afirmar criticamente nossa produção intelectual com o intuito de expor a dimensão humana da ciência, da tecnologia e da inovação, inclusive no que concerne ao tipo de desenvolvimento que queremos para o Brasil. Uma outra dimensão desse desafio implica a necessidade de divulgarmos a nossa produção antropológica para audiências mais amplas.
Temos os aparatos necessários para cumprir esses desafios devido à grande capacidade da antropologia de se renovar como prática de pesquisa que apresenta potencial infinito de abrir novos horizontes para a produção de conhecimento. Por isso, por ocasião da abertura deste edital para apresentação de GTs e Mesas Redondas para a 28º RBA, convidamos a comunidade científica, associados e não associados da ABA, a juntarem-se a nós, para apresentarem suas reflexões criticas e propositivas sobre os desafios antropológicos contemporâneos a partir de vários ângulos e problemáticas, com base em pesquisas de pontas na intersecção de várias áreas de conhecimento.
Bela Feldman-Bianco
Presidente da ABA e da 28ª RB